Fecha o dia todo dia
o cinzento céu – pesada e densa tampa...
Um acinzentado manto, tudo cinza forte... cor fria cobre a terra
transforma em noite o dia...
Traz junto consigo desesperançada nostalgia.
Noite pardacenta.
Noite desenganada.
Só com a luz da Lua e das estrelas se alimenta.
Noite tenebrosa que das cores mais coloridas esvazia o dia...
Noite que se esparrama.
Por todos os cantos se infiltra.
Sorrateira, medo... temor... aflição por onde passa derrama.
A luz que clareia o dia fecha seus olhos, deixa tudo no escuro ficar...
Não quer ver nenhum rastro do que a noite sem muito esforço está a
apagar.
Pássaros se refugiam em seus ninhos, entre, das árvores, as ramas.
Borboletas coloridas perdem sua cor...
O sol se foi... apagou sua chama.
Voltam para o aconchego do lar os homens...
Querem eles também descansar.
Abraço, aconchego, chamego...
No lar querem eles encontrar.
Alimento, braços que os aninham,
Não há luz que faça falta
quando calor há no ninho.
Nenhum comentário:
Postar um comentário