terça-feira, 30 de setembro de 2025

 

Do excesso de atrito... ou da falta?

 

O Sol se esconde.

Foi pra onde?

O céu se enche de nuvens.

Escuras.

A vida descontínua... é tão obscura.

O dia que chega e se vai...

Nesse ir e vir nada cura.

Silêncio ensurdecedor...

E o brilho dos olhos que vagarosamente se apaga.

Desalinham-se os afetos... mútuo degredo... almas dispersas... enredadas em segredos...

O vento sopra forte...

Tudo se resume à falta de sorte.

 

Não se pode desviar do previsível?

Mas... é a vida tão invisível.

 

A dor se instala.

A saudade toma conta.

Um punhado de culpas esparramadas pela sala.

 

O porta-retratos do avesso virado.

De quem foi a falta de cuidado?

 

Malas que se fazem...

Vidas que seguem distintos rumos.

Um labirinto que cria uma vontade eterna de não se perder.

Um vento contra.

Tudo é imposto.

Na boca um amargo gosto.

É falta de atrito – sim, eu acho que há sim um excesso de fricção.

 

 

Numa eterna

                      q

                       u

                        e

                        d

                         a

                                    l

                                     i

                                     v

                                      r

                                       e.

A vida vira morte...

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