Do excesso de atrito... ou da
falta?
O
Sol se esconde.
Foi
pra onde?
O
céu se enche de nuvens.
Escuras.
A
vida descontínua... é tão obscura.
O
dia que chega e se vai...
Nesse
ir e vir nada cura.
Silêncio
ensurdecedor...
E
o brilho dos olhos que vagarosamente se apaga.
Desalinham-se
os afetos... mútuo degredo... almas dispersas... enredadas em segredos...
O
vento sopra forte...
Tudo
se resume à falta de sorte.
Não
se pode desviar do previsível?
Mas...
é a vida tão invisível.
A
dor se instala.
A
saudade toma conta.
Um
punhado de culpas esparramadas pela sala.
O
porta-retratos do avesso virado.
De
quem foi a falta de cuidado?
Malas
que se fazem...
Vidas
que seguem distintos rumos.
Um
labirinto que cria uma vontade eterna de não se perder.
Um
vento contra.
Tudo
é imposto.
Na
boca um amargo gosto.
É
falta de atrito – sim, eu acho que há sim um excesso de fricção.
Numa
eterna
q
u
e
d
a
l
i
v
r
e.
A
vida vira morte...
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