Alma
parida
Nos dias de chuva, a alma parida
sangra o céu em densas cortinas...
Cada gota, uma lembrança perdida,
um vazio imenso, entre sombras e rotinas.
O som da chuva toca o coração...
revelador de um amor desfeito...
Um eco aterrador, sem direção...
caminhos de um passado desfeito.
A névoa envolve o que já foi...
Cada lágrima caída, um lamento.
A vida, um rascunho avesso ao herói...
em cada esquina, o arrependimento.
Porém, na melodia do temporal,
renascem sonhos, mesmo no obscuro...
E no coração, um brilho ancestral,
a esperança vive, embora em apuro.
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