sábado, 4 de outubro de 2025

 

Cartas marcadas



Em um baralho de incertezas, as cartas marcadas se revezam...
Rebeldes sonhos se entrelaçam em noites, sem repouso, sem descanso.
Inquietude, como sombra sombria e lúgubre, acompanha cada passo...

Segredos guardados, num silêncio inquietantemente preocupante repousam solenemente em uma antiga estante.

A culpa pesa, uma âncora na alma,
Na mesa da vida, apostamos nossa calma.

Brindamos à dor... não pudemos desviar-nos do inevitável...

Não pudemos desviar-nos do previsível...

Os corações gritam, mas ninguém escuta,
Entre risos e lágrimas, a verdade fica oculta... num manto completamente invisível.

Por trás das máscaras, a insegurança reside...
Como um ladrão furtivo, que nunca se despede... leva tudo consigo, nada pede...
Mas, diz-se por aí, mesmo nas fissuras as mais podres, há beleza a brotar!

Nas cartas da vida, estamos sempre a jogar.

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