Cartas marcadas
Em um baralho de incertezas, as cartas marcadas se
revezam...
Rebeldes sonhos se entrelaçam em noites, sem repouso, sem descanso.
Inquietude, como sombra sombria e lúgubre, acompanha cada passo...
Segredos
guardados, num silêncio inquietantemente preocupante repousam solenemente em uma
antiga estante.
A culpa pesa, uma âncora na alma,
Na mesa da vida, apostamos nossa calma.
Brindamos à
dor... não pudemos desviar-nos do inevitável...
Não pudemos
desviar-nos do previsível...
Os
corações gritam, mas ninguém escuta,
Entre risos e lágrimas, a verdade fica oculta... num manto completamente
invisível.
Por trás das máscaras, a insegurança reside...
Como um ladrão furtivo, que nunca se despede... leva tudo consigo, nada pede...
Mas, diz-se por aí, mesmo nas fissuras as mais podres, há beleza a brotar!
Nas cartas da vida, estamos sempre a jogar.
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