Corro
o risco...
Corro o risco de viver todos os dias... todo dia...
mas nem toda do mundo agonia
me faz voltar à razão...
Aceito entrar em um comboio desconhecido,
sem bagagem, sem nem saber a direção,
todo dia, e todo dia, e todo dia
corro o mesmo risco
ao colocar em suas mãos meu coração.
Nas nuvens negras que se acumulam,
a vida desliza entre risos e lamentos,
sorte e sofrimento, um jogo sombrio,
nele a tristeza pinta o céu de tormentos.
Os uivos do vento trazem memórias
de amores perdidos e sonhos desfeitos...
Cada lágrima é um conto que se escreve,
no livro da alma, em versos (im)perfeitos.
Mas mesmo na dor, há uma luz a brilhar,
um raio de esperança, um brilho brilhante e reluzente...
A morte não é o fim, é sim um ciclo que ensina ser a vida é um
sopro, um instante, um eterno presente.
Assim seguimos, entre nuvens escuras e dias de luz,
em busca de paz nas tempestades da vida...
Não, não há outra saída!
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