Gritos de Silêncio
Na guerra de um amor acabado, pratos
quebrados,
ecos de risos desfeitos,
vibram silêncios, gritos calados,
palavras que ecoam sem nenhum efeito.
Sonhos desfeitos...
Fragmentos de vidas na mesa,
um brinde ao que já não existe,
cada estilhaço é uma certeza,
de que o tempo, insensato, persiste...
O amor vai-se embora, de estar por perto
desiste.
Sussurros afundam na tristeza,
labaredas de memórias em vão,
o silêncio se torna fortaleza,
onde a esperança é só ilusão.
E entre os gritos de fúria, uma batalha,
de discursos rasgados, insensatos e frios,
resta apenas a velha palha,
A queimar furiosamente...
Restam cinzas... dores e risos vazios.
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