Laços
Era líquida moderna
brincando com sentimento
que escorre entre os dedos
molda-se conforme o vento.
Engana-se, equivoca-se
você...
Não me moldo conforme as situações,
não aceito laços de afetividade
que se desenlaçam com enorme velocidade.
Laços de afetividade frágeis...
leves passageiros da contemporaneidade.
Não aceito laços que
limitam a esperança,
que fragilizam os sonhos,
que duram apenas uma dança.
Chove um chuvisco de
nada.
Partículas diminutas...
Quase parecem enxutas.
Caem no mar...
Pra lá, pra cá...
Às ondas salgadas vão se
incorporar.
Labaredas de fogo no meu
coração...
Gotinhas miúdas me deem
a salvação.
Lavem minha tristeza.
Mostrem-me que há beleza
no mundo de fuligem
que insiste em me
acompanhar.
Céu... imenso céu,
estás essas gotas
pequeninas a derramar...
Sabes se existe uma
maneira de o mundo salvar?
Céu... imenso e
poderoso céu,
ouse seus olhos
baixar...
para este mundo caído...
tão triste... tão
dorido...
cinza... gris –
sente-se por todo lado a falta do colorido.
Céu... oscila
livre, solta as cores presas em ti... energiza o ar que está a nos rodear e
lentamente a nos sufocar.
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