quarta-feira, 1 de outubro de 2025

 

Laços


Era líquida moderna
brincando com sentimento
que escorre entre os dedos
molda-se conforme o vento.

Engana-se, equivoca-se você...
Não me moldo conforme as situações,
não aceito laços de afetividade
que se desenlaçam com enorme velocidade.


Laços de afetividade frágeis...
leves passageiros da contemporaneidade.

Não aceito laços que limitam a esperança,
que fragilizam os sonhos,
que duram apenas uma dança.

 

Chove um chuvisco de nada.

Partículas diminutas...

Quase parecem enxutas.

Caem no mar...

 

Pra lá, pra cá...

Às ondas salgadas vão se incorporar.

 

Labaredas de fogo no meu coração...

Gotinhas miúdas me deem a salvação.

 

Lavem minha tristeza.

Mostrem-me que há beleza

no mundo de fuligem

que insiste em me acompanhar.

 

Céu... imenso céu,

estás essas gotas pequeninas a derramar...

Sabes se existe uma maneira de o mundo salvar?

 

Céu... imenso e poderoso céu,

ouse seus olhos baixar...

para este mundo caído...

tão triste... tão dorido...

cinza... gris – sente-se por todo lado a falta do colorido.

 

Céu... oscila livre, solta as cores presas em ti... energiza o ar que está a nos rodear e lentamente a nos sufocar.

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