Ruas de concreto
Nas ruas de concreto onde o caos se alastra
medos se entrelaçam em sombras, e a se vida desgasta.
Entre ladrilhos frios, sementes escondidas,
esperanças florindo, mesmo em almas feridas.
O perfume das flores é um grito silente,
no coração da cidade, um amor latente...
Mas a decadência dança na luz do luar,
enquanto a inocente inocência se deixa levar.
Roubo de sonhos, solidão que a cada um abraça...
cárcere privado, por onde a luz nenhuma passa.
Desestímulo a crescer como erva daninha...
Nem um fio de vida pelas fétidas ruas caminha.
Em cada esquina, uma história esquecida,
sussurros de risos, lembranças perdidas.
E, ao olhar mais atento sob o céu cinzento,
esvai-se toda a esperança, como flores no vento.
Nenhum comentário:
Postar um comentário