Do meu
poetar
Há um poeta que vive em mim...
Um poeta que escreve versos
sobre a dura realidade.
Um poeta que deixa de lado
toda a vaidade.
Se desnuda.
Nunca deixa sua voz embalar-se
muda.
Há em mim um poeta que vive...
Um poeta que revira o
submundo...
Que dos oceanos vai até o
fundo...
Que respira o ar imundo das
ruelas escuras... sem saída... vazias de sentido... repletas de gente que
buscam pra vida um sentido.
Linha... linha... linha...
Com as cartas que tenho não
vejo muita chance de tornar todas as manhãs em manhãs de setembro.
Mas não me rendo.
Jogo minha vida.
Jogo palavras ao vento.
Jogo com o que tenho.
As gentes ouvem.
Dizem palavras ocas...
Ecoam... ecoam... ecoam.
Me encostam na parede.
Me secam a garganta.
Grito um grito mudo.
É o que me resta.
Mudar o mundo não mudo.
Mas não fico mudo.
Sopro levemente um ar de
esperança.
Não perco a esperança de que
alguém esse ar ainda alcança.
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