quarta-feira, 23 de julho de 2025

 

Dia de chuva...

Estrada molhada...

Vento frio...

Sigo as curvas do rio.

 

Descalço meus pés

Sigo com fé

As pedras do caminho...

Não me ferirão os espinhos.

 

O vento me desequilibra

Meu corpo nem liga

A chuva um açoite

 

Termina o dia... começa a noite.

Não há estrelas no céu

O que me cobre é só um negro véu

Não posso parar

Continuo... lágrimas pelo meu rosto a rolar.

Chuva sagrada

A lavar mais uma alma desgraçada

 

Tremo de medo... ou é de frio?

Não importa...

A vida é torta...

 

Continuo até do fim encontrar a porta.

E fim... deste frio em mim...

 

Ou será o começo de um frio escuro eterno que jamais terá fim?

 

 

 

 

 

 

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