Silente mundo
Se há
coisa que não dá pra a sério levar é o mundo.
Ele muda
todo dia de tempo e lugar....
Mudo...
não deixa de mandar... não deixa de se mudar.
Um pra
lá... outro pra cá.
Quem nele
vive é o compasso que tem de bailar.
E de nada
adianta reclamar.
Fincar os
pés no chão... se rebelar.
O mundo
suas voltas vai continuar a dar...
O mundo
está deveras imundo.
Ar
poluído.
Rios conspurcados.
Caminhos profanados.
E a
culpa? Quem dela é?
Do homem
que tudo destrói.
E, da
destruição, sempre algo constrói.
Polui,
polui e polui...
E no
mundo inteirinho é que mais dói.
O mundo
tranquilamente a girar...
Se está
todo mundo tonto...
O mundo
não está nem aí...
Por que
haveria de se importar?
É o mundo
que manda.
O resto
obedece.
Nasce...
cresce... e um dia desaparece.
E o mundo continua a rodar.
Consciente de que o homem é que no fim as contas vai pagar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário