Cacos de mim
E eu sigo te procurando...
Mesmo não mais te amando.
Não sei que loucura é essa.
Nem te vejo mais por inteiro.
Nem do teu rosto lembro mais...
A tua voz? Um sopro que pouco a pouca se desfaz...
Nas brumas do tempo... vejo um fantasma...
São fragmentos que invadem meu pensamento.
Que amor frágil esse...
Na primeira encruzilhada não sobrou nada.
Nada de nós... só alguns nós que teimam em me manter presa...
tal prisioneiro que nunca se desfez do enjoo do balanço do mar ... no
calabouço.
Terra firme... sim... mas o ser jogado pra lá e pra cá continuou... e
parece não querer acabar.
Sim... já não sou mais a mesma pessoa... não somos mais os mesmos...
O vento soprou um pra cada lado.
Há apenas uma imagem antiga.
No espelho rachado.
Castelo desmoronado.
É você em mim uma obsessão?
Um mundo em guerra?
Uma falta total de direção...
Há cacos de nós dois.
Recuso-me a catá-los.
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