terça-feira, 30 de setembro de 2025

 

Efêmero

 

 

O efêmero da vida.

O tirano tempo não dá descanso um momento.

Voa, devorando o que vê pela frente...

Bafejando um sopro fétido...

Apagando as luzes que por si continuariam a brilhar...

Bastava deixar tudo se apagar.

 No céu... estrelas num balé a cintilar... pelo perder do tempo continuam a brilhar... a dançar.

 

Um riso cruel.

Um gosto de fel...

 

Esse animar transitório do Universo...

 

E eu... eu continuo a escrever versos.

Como se eterna fosse.

Como se na boca sentisse um eterno doce...

lambuzada de mel.

 

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