Efêmero
O efêmero da
vida.
O tirano tempo não dá descanso um momento.
Voa, devorando o que vê pela frente...
Bafejando um sopro fétido...
Apagando as luzes que por si continuariam a
brilhar...
Bastava deixar tudo se apagar.
No céu...
estrelas num balé a cintilar... pelo perder do tempo continuam a brilhar... a
dançar.
Um riso cruel.
Um gosto de fel...
Esse animar transitório do Universo...
E eu... eu continuo a escrever versos.
Como se eterna fosse.
Como se na boca sentisse um eterno doce...
lambuzada de mel.
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