Olhos da alma
Esse silêncio que aqui jaz...
Tanto tempo faz.
Os olhos da alma estão secos de tanto chorar...
A dor em meu peito está a me acabar.
Há um mundo glamuroso lá fora...
Minha alma o desconhece.
Nas ruas, fazem festas.
A vida bate palmas.
Quanta coisa boa vejo pelas frestas...
E... pra mim:
Tudo nebuloso parece.
Tudo em fragmentos dispersos.
Tudo num mar de dor imerso.
Tudo tão triste.
Quando desse tudo terrível em que vive verei minh’alma dizer que
desiste?
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