Luzes apagadas
Em um certo momento incerto, cercada por sombras
e por faltas, próximo ao Jardim das Clemências,
quase ao término desta minha existência marcada por
ausências, a Luz que representa o fim do meu túnel de escuridão,, e de
aparências insolentes e de arrogantes lassidões...
meu passado iluminou: perdidas luzes
que eu abafara porque me escurecera por dentro...
Num instante, a luz me espiou como um raio.
preciso no olho do antigo guerreiro.
Fulminante raio... quebrou-me ao meio.
Desbaratou-me... sobrepujou-me!
Quase cego, ferida pela escuridão das
ausências e ofuscado pela Luz da Clemência, arrastei-me
até a imagem do meu espelho de transparência.
Ao chegar ao destino desejado,
encontrei
muito bem guardado tudo o que no passado eu deixara...
tudo...
ordenadamente guardado e bem iluminado.
No crepúsculo da vida, a guerreira que sou através
do túnel escuro avançou.
Uma luz à frente prometia alívio, esperança e
renascimento, revelando que cada batalha havia valido a pena.
As coisas deixadas, esquecidas, desiluminadas faziam
parte.
Porque toda vivida tem uma parte e outra parte.
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