sexta-feira, 12 de setembro de 2025

 

Luzes apagadas

 

Em um certo momento incerto, cercada por sombras

e por faltas, próximo ao Jardim das Clemências,

quase ao término desta minha existência marcada por ausências, a Luz que representa o fim do meu túnel de escuridão,, e de

aparências insolentes e de arrogantes lassidões...

meu passado iluminou: perdidas luzes

que eu abafara porque me escurecera por dentro...

 

Num instante, a luz me espiou como um raio.

preciso no olho do antigo guerreiro.

Fulminante raio... quebrou-me ao meio.

Desbaratou-me... sobrepujou-me!

 

Quase cego, ferida pela escuridão das

ausências e ofuscado pela Luz da Clemência, arrastei-me até a imagem do meu espelho de transparência.

Ao chegar ao destino desejado,

 encontrei muito bem guardado tudo o que no passado eu deixara...

tudo... ordenadamente guardado e bem iluminado.

 

No crepúsculo da vida, a guerreira que sou através do túnel escuro avançou.

Uma luz à frente prometia alívio, esperança e renascimento, revelando que cada batalha havia valido a pena.

As coisas deixadas, esquecidas, desiluminadas faziam parte.

Porque toda vivida tem uma parte e outra parte.

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