sábado, 27 de setembro de 2025

 

No teu porto

 

 

Por que me olhas assim?

Não vês?

Sou um barco à deriva...

Qual é a tua satisfação se eu for pela imensidão engolida?

 

Imensidão do mar...

imensidão das trevas imensidão da dor é para tais caminhos que tu me levas...

 

A quem queres mentir?

Não vês nos meus olhos a agonia de ir afundando pouco a pouco um pouco a cada dia?

 

Por que me roubas dos bolsos o meu pouco de alegria?

Ajude-me a desatar os nós...

 todos os nós...

Seja meu Porto seguro!

 E asseguro... o resultado será bom.

 

Deixaremos o vento soprar, a maré nos levar, a onda balançar, tudo o que é ruim que está por perto pra bem longe arrastar.

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