No teu porto
Por que me olhas assim?
Não vês?
Sou um barco à deriva...
Qual é a tua satisfação se eu for pela imensidão engolida?
Imensidão do mar...
imensidão das trevas imensidão da dor é para tais caminhos
que tu me levas...
A quem queres mentir?
Não vês nos meus olhos a agonia de ir afundando pouco a pouco
um pouco a cada dia?
Por que me roubas dos bolsos o meu pouco de alegria?
Ajude-me a desatar os nós...
todos os nós...
Seja meu Porto seguro!
E asseguro... o
resultado será bom.
Deixaremos o vento
soprar, a maré nos levar, a onda balançar, tudo o que é ruim que está por perto
pra bem longe arrastar.
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