Depois da tempestade
Na calma antes da tempestade,
a distância se veste maltrapilhamente,
tecendo meias palavras,
um duplo sentido entre olhares perdidos, olhares dementes.
Lucidez flutua no ar pesado,
os ecos dos sonhos se entrelaçam
e as promessas, suspensas como nuvens,
sussurram segredos à brisa inquieta... saudades do passado
Caminhamos lado a lado,
mas cada passo nos leva mais pra dentro do labirinto,
um reflexo da solidão compartilhada,
enquanto o horizonte se despedaça em mistérios... sinto-me indo na direção do
nada.
A tempestade se aproxima,
e, nesse instante, tudo é claro:
no som do trovão, a verdade se revela,
as meias-palavras se transformam em certeza...
Nada voltará a ser como antes...
Haverá flores secas nas ruínas...
A maré da distância se torna inavegável...
O barco do silencia atracado no cais.
O sal no ar corroerá tudo lentamente: isso é inegável!
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