quarta-feira, 12 de novembro de 2025

 

Porto seguro

Na solidão do porto seguro,
a vida rasteja entre sombras,
nuvens negras se acumulam,
enquanto a inquietude da alma
sussurra segredos nunca revelados.

As ondas abraçam a areia,
que escorrega entre os dedos,
como os sonhos que se desfazem,
perdidos em um horizonte distante,
onde o sol encontra seu ocaso.

No vácuo desse espaço, porém,
um eco ressoa, profundo:
cada passo incerto é bravura,
cada lágrima uma estrela a brilhar,
nascendo na vastidão do mar.

E, de repente, a solitude torna-se um abrigo, na tempestade interna, um farol, um amparo, navegando pela inquietude da vida... a dor encontra guarida.

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