Solidão premente
A
solidão e o silêncio são a minha liberdade.
Não
há em mim qualquer traço de falta de identidade.
Viajo
na imensidão do meu universo...
Faço
versos.
Na
minha solidão sou fera selvagem.
Entro
pra dentro de mim e fico sem encontrar ninguém durante horas.
A
mim mesma em mil pedaços me desfaço...
Envolvo-me
no casulo de minha alma.
Sim,
pra isso é necessário coragem:
a
linha do buraco negro transpasso.
Na
decadência inata da solidão,
mais
uma noite está a chegar.
Na
imensidão da escuridão,
tento
te encontrar.
O
Sol vai se escondendo numa íngreme fenda no horizonte.
A
primeira estrela… solitária e trêmula
bruxuleia
preguiçosamente no céu que cinza se faz.
O
que esta noite me traz?
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