sábado, 7 de junho de 2025

 Saudades...

Quero silenciar a saudade que grita em mim.

Saudade do que já foi...

Saudade de um tempo que foi, mas não passou

Ausência dos meus... Ausência é o que restou.

 

Sou a última a resistir.

Sou a última a deixar este lugar.

Estou de pé.

O tempo parece querer me desestabilizar...

Quer me fazer persistir e persistir.

Então, fico aqui tentando silenciar a saudade... apagar lembranças... obscurecer minha trajetória.

E é assim que estou.

Vou passando de momento em momento...

Até me tornar invisível como poeira ao vento.

Persisto; sim, o tempo de mim não desiste.

 

Continuo; porém, não sou eu quem insiste.

 

Tempo, seja meu amigo!

 

O tempo sempre foi meu adversário.

Os dias passam velozmente...

Anda cada vez mais devagar minha mente...

E eu com o tempo sempre discutindo.

 

O tictaquear do relógio me irrita.

Me deixa cada vez mais aflita.

Fico alucinada com a rapidez com que o sol muda de lugar.

Amanhece cedo...

A escuridão se dissipa rapidamente... a ausência do brilho das estrelas me angustia.

Queria dias mais lentos... que seguissem arrastados... quase parados.

Queria que o sol tirasse uma folguinha.

Dormisse até mais tarde...

Mas logo sinto esse sol que arde!

Gostaria que as estrelas tivessem mais escuridão para que seu brilho pudesse ser revelado pausadamente... vagarosamente.

Queria andar mais lentamente.

Porém... eu corro, eu corro, eu corro...

Desde o café da manhã até o momento de dormir.

O tempo todo ocupado... tomado.

“Tenho pressa... tenho pressa... tenho pressa”... diz o coelho! Também digo eu... estafado!

 

Do meu tempo, sigo sem desfrutar de nada.

Tudo sempre um Deus me acuda!

E o tempo que não colabora... em nada coopera.

Por favor, tempo, seja generoso comigo... seja meu amigo...

Quero aproveitar tudo melhor.

Para! Contempla! Espera!

quinta-feira, 5 de junho de 2025

 

Lentamente.

Meus olhos se abrem... sem pressa.

Vagarosamente.

Desperto para mais um dia.

Quero vivê-lo com alegria.

Devagar é meu despertar.

O sol entra por uma fresta da janela.

Abro-a devagar...

Quero a luminosidade do dia saborear.

 

Calmaria.

 

Só o cantar de um pássaro lá longe.

Uma nuvem cobre ligeiramente o sol.

As sombras no quarto desaparecem.

Tudo se sombreia.

É chuva que vem?

 

Um vento forte sopra.

As nuvens vão sombrear outro lugar.

 

Hoje o sol quer o dia todo todo o meu dia iluminar.