domingo, 23 de novembro de 2025
sábado, 15 de novembro de 2025
Calmaria…
Sempre me disseram que tudo o que estrago em mim
causasse passaria…
Nunca me disseram das cicatrizes profundas que cada
estrago causaria.
Dor.
Noite escura.
Dor que não se cura.
Secura.
Buraco negro.
Desespero de estar longe de ti.
Tua falta chegou ao limite.
Fixaste em mim tua brevidade…
E eu… eu morro cada dia um pouco mais de tua
saudade.
Solidão
A solidão e o silêncio são a minha liberdade.
Não há em mim qualquer traço de falta de
identidade.
Viajo na imensidão do meu universo...
Faço versos.
Na minha solidão sou fera selvagem.
Entro pra dentro de mim e fico sem encontrar
ninguém durante horas.
A mim mesma em mil pedaços me desfaço...
Envolvo-me no casulo de minha alma.
Sim, pra isso é necessário muita coragem:
a linha do buraco negro transpasso.
Amor em cada verso
Teu sorriso é aurora,
um raio de luz que ilumina minha escuridão.
Nos teus braços, encontro abrigo,
um lar feito de carinho, amor e compreensão.
Cada olhar, um convite à dança,
o tempo a se dissolver em doce melodia.
Tuas carinhosas palavras são canções de esperança,
navegando no mar da minha fantasia.
E se as estrelas um dia se apagarem no céu...
será teu amor o farol a me guiar.
Nas tempestades da vida, serás minha luz,
na travessia do meu temo por aqui, a força a me amparar.
Assim, juntos, seguimos adiante,
escrevendo a maravilha que é nossa história, passo a passo... no mesmo
compasso..
Tua essência é meu instante,
cada verso, representando nossos laços.
Alma parida
Nos dias de chuva, a alma parida
sangra o céu com suas densas gotas...
Cada uma delas, uma lembrança perdida,
um vazio imenso, entre hábitos e rotinas.
O som da chuva toca o coração...
revelador de um amor desfeito...
Um eco aterrador, sem direção...
caminhos de um passado desfeito.
A névoa envolve o que já foi...
Cada lágrima caída, um lamento.
A vida, um rascunho avesso ao herói...
em cada esquina, o arrependimento.
Porém, na melodia do assustador temporal,
renascem sonhos, mesmo no confuso e no trovejar obscuro...
E no coração, um brilho ancestral,
a esperança vive, embora em apuro.
Dias de chuva
Nos dias de chuva, as ruas choram,
rios de água gelada a deslizar...
O frio penetra, abraços que imploram,
cada gota é um lamento a ecoar.
Os guarda-chuvas dançam em sinfonia...
Veste-se de melancolia o coração,
desgosto e tristeza desenham uma sombria poesia...
E o riso se esconde em profunda solidão.
Caminhos encharcados, memórias perdidas...
Almas congeladas, sonhos a vagar...
No reflexo da água, vidas esquecidas,
um inverno eterno a nos atormentar.
Entre ecos de passos e o frio do ar,
sinto nada, apenas o peso a pesar...
Como se a chuva estivesse a me sussurrar:
‘Neste mundo frio, desolado.. molhado, tudo o que há é aprender a amar’.
Acredito
Quando anoitece
uma luz difusa
paira sobre mim.
Uma luz confusa
que ofusca meu caminho do começo ao fim.
Entre cacos das quebradas vidraças
nossas verdades e farsas…
Uma fenda enorme que se abre
com um silêncio ensurdecedor...
pensávamos que entre nós era o mais puro amor.
Nossa verdade!
Tamanha falsidade…
Nada faz sentido
Se em algo eu não acreditar…
Então, acredito que você nunca vai deixar de me
amar…
Mesmo sentindo o vazio…
Estou a esse amor verdade a creditar.
Talvez apenas um lembrete suave de que a vida se
desdobra a cada dia e as surpresas vêm... 😉
Máscaras de agonia
Nas sombras da vida, uma dor agoniza...
Gradações de aflição, temor que perdura.
Cada lágrima é um véu que se desfaz,
uma máscara pesada, em busca da paz.
Mas a esperança emerge, como sol radiante...
Em meio ao lamento, um sonho lindo e vibrante.
Caminho pela senda, com passos incertos,
superando os medos, rompendo os desertos.
Em cada fenda do coração ferido, a força do amor torna-se meu abrigo.
As sombras se dissipam, a luz vai brilhar...
Minha vida renasce, pronta a amar.
Por trás das máscaras, há um eu profundo,
capaz de resgatar o brilho inteiro do mundo.
E, assim, a dor se torna inspiração...
Um poema escrito com tinta de emoção.
Do mar
Tanta vida atirada ao mar,
segredos em ondas, mistérios a vagar...
Almas perdidas no profundo abismo,
sussurros de dor, ecoando na imensidão... provocando perigosos sismos.
Valor que não se mede, não se aposta...
Não há prisão que entregue a resposta.
Não há castigo que silencie a voz,
apenas o lamento de quem olha o entorno... e espera o tão esperado retorno.
Silêncio profundo, memória escondida...
Um mar de histórias, mais de uma vida perdida.
O mar guarda os segredos, com seu vai-e-vem,
das almas que sofreram, das que buscam um quê... um porquê... um quem.
Gemidos de angústia nas correntes do ser...
O mar reconhece os fardos, o peso do viver...
Em cada gota, um eco salgado, uma lágrima a fluir,
Tanta vida atirada ao nada... a pergunta que fica: ‘por que persistir?’.
Dei-me
Os meus retalhos colados, dei-os a ti!
Dei-te tudo que tinha em mim...
Os teus gestos me enganaram...
perdida
fiquei só no nosso mundo... que não era tão nosso no fim.
De mim dei-te o que tinha,
os meus retalhos colados!
Posso perguntar-te se ainda és meu?
Ou se tu és única e exclusivamente só teu?
Dei-te de mim o que em mim continha,
juntos no amor fomos jurados!
Neste entrelace de corações,
seremos eternos, com milhares de divisões.
Só sobraram mesmo de ti
e de mim visões... que me rodeiam feito assombrações.
A saudade sempre chega
E chega a saudade... e chega sem avisar,
e abre a porta abruptamente, e entra logo,
e sem pedir licença, e sem se importar que coração vai machucar.
Sim, ela tem nome e endereço,
sim, ela tem cheiro de histórias,
sim, ela se entranha em teu ser...
E sim, ela traz lembranças nostálgicas,
de momentos felizes de pretéritos dias.
Há dias que é assim,
que a saudade só quer ficar...
no coração e na memória firmemente quer
se instalar...
Conta de tudo quer só pra si tomar!
E ela sempre machuca...
E ela sempre joga sal nas feridas...
E ela sempre se aloja no peito... e de se livrar você não
encontra jeito.
E lá nele fica... ansiando por um lar distante. Tentando transpor forçadamente
a barreira do tempo...
Traz pro presente momento o que ficou tão atrás faz tanto
tempo.
E continua ela uma pessoa a buscar,
um afeto perdido... quer reencontrar.
Mas é apenas saudade,
totalmente incapaz de transpor
a barreira do tempo.
Saudade, por favor, deixe-me em paz. Apague dos seus registros
meu endereço...
Eu sei, se você se esforçar, será disso capaz.
Cartas de amor
Verdade, Pessoa... “Todas
as cartas de amor são
ridículas”, é verdade sim...
São feito poemas bordados
em papel...
Suspiros capturados em palavras.
Que dependendo do olhar
significam nada.
“Não seriam cartas de amor”, sim Pessoa,
se não viessem envoltas em um certo
desatino, um brilho nos olhos, desvario...
um sorriso tímido.
Escrevi também, em tempos de paixão,
minhas confissões desenhadas em frases tortas – confesso aqui meus delírios...
Sonhos entrelaçados em tinta e emoção...
Eco de risos nas margens,
contrastando com o peso da saudade.
Ah, como são ridículas,
Essas cartas de amor!
Também, porém, são faróis que iluminam
os caminhos do nosso sentir, são provas de que emoções são passíveis de
existir.
Revelam ao mundo lembretes
suaves de que tudo vale a pena se há um toque de amor... mostram que no mundo
não há apenas dor... (embora, ele se faz presente quando acaba o amor).
Cartas de amor? Poesia pura...
a viver até quando a razão se esconde. Ridículas, sim... só, porém, quando o
amor nelas gravado chega ao fim.
Se decidires
Se decidires não me amar,
afasta-te de mim.
Procura outro horizonte pra admirar.
Busca outra estrada pra caminhar.
Procura outro jardim pra o perfume das flores sentir.
Busca outro pomar pra outras frutas degustar.
Se decidires não me amar...
Afasta teus olhos de mim...
Se decidires não me amar
Não te quero por perto pros meus olhos não conseguirem um amor
que não me ame neles encontrar.
Da não solidão
Uma oração por nós dois...
Faço-a agora... não deixo
nunca pra depois.
O Sol acena adeus mais uma
vez.
Despede-se e desaparece na
linha do horizonte.
Todo traço de luz se
desfaz... em um voo delicado e profano...
Certezas da vida. Nunca nesse
fim a engano.
Abre-se espaço para a noite
escura que chega.
É o tempo em movimento.
Sonho acordada.
Sonhos rebeldes...
Sob a cumplicidade das
estrelas, eu me acolho nos teus braços...
Desenham-se formas
informes... misturam-se as cores do firmamento.
Promessas sempre cumpridas
são feitas uma vez mais.
Teus segredos são meus
A paz toma conta do meu
coração.
Junto as mãos... faço mais
uma oração...
Nelas estão sempre você e
eu...
Até hoje sempre Deus me
respondeu.
Sons
Ocultos
Em meio aos murmúrios da mente,
palavras benditas florescem,
como sons que desafiam o tempo,
transvestidos de significados nunca antes imaginados.
Nos caminhos decadentes da vida,
cada passo pesa como a última hora,
busco refúgio em ecos latentes,
sonhos escondidos, mas tão evidentes.
Que amargor esse descompasso... de
todos os estados da alma me sinto enebriada... busco inutilmente uma saída...
quem poderá me apontar a melhor direção... a melhor estrada?
As sombras insistem em me visitar nessa eterna penumbra,
encobrindo os destinos (in)certos.
Enquanto os sons ocultos em minha mente se entrelaçam,
cantando histórias de rir e de chorar... sem ao menos se importar de me
perguntar se as quero delas me inteirar.
E assim sigo, errante,
navegando pelo mar das incertezas,
aceitando que, mesmo sem destino,
há beleza no caminho. Cabe apenas a mim saber do joio o trigo conseguir
separar.
Sentir seu coração
Ter entre as minhas as suas mãos.
É esse amor minha âncora forte, minha segurança... o que não
me deixa pelo mundo me perder...
é minha resistência...
minha indizível calma...
meu porto seguro à vida a me prender...
meu tudo... minha essência, minh’alma.
É meu silêncio e quietude...
Vestígio da eternidade, me dando sentido
e razão...
Preciso desse amor: minha mente, minha razão, minh’alma calma
e razão do pulsar do meu coração.
Preciso de toda essa ilusão!
Da solidão
Na decadência inata da solidão,
mais uma noite está a chegar.
Na imensidão da escuridão,
tento te encontrar.
O Sol vai se escondendo numa íngreme fenda no horizonte.
A primeira estrela… solitária e trêmula
bruxuleia preguiçosamente no céu que cinza se faz.
O que esta noite me traz?
Lembranças de meu coração sem vida batendo porque bater é sua
função... tem, por imposição dos deuses, de adiante seguir.
Amanhece... porque assim o Universo dita suas leis...
Anoitece... porque o Sol tem do outro lado do Planeta brilhar...
Se assim não o fizer, todo tipo de vida vai lentamente acabar.
É uma imposição... questionar? Totalmente fora de questão.
O aconchego de que se
precisa não há onde encontrar... momentos de abrigo...também não há.
Só se vê mesmo distâncias que custam a chegar.
Instantes vazios de sons... dores e sofrimentos a gritar!
Do dia em que você partiu até hoje… consegui.
Mas… agora é mais forte em mim… estou achando que não vou mais
conseguir.
Vai meu coração me trair? Haverá alguma lei que possa de simplesmente
parar me proibir?
Entrelinhas da vida
Há a razão... há a emoção...
Qual delas meu objetivo primeiro alcança?
Sentimentos amenos em dias plenos...
A cadência do tempo traz esperança,
Enquanto o sol se despede, sereno.
Entrelinhas da vida, sussurros suaves...
Despedidas que vêm com o entardecer...
Um pôr do sol que pinta o céu com suas cores...
mais uma história de vida tecendo sua teia a cada anoitecer.
No horizonte, a linha lentamente se desfaz...
Trás dos montes, o eco profundo...
Venceu a razão... venceu a emoção...
Nos caminhos traçados pelo mundo?
A luz que cada ser guia, tão doce e fugaz,
revela o mistério de todo o mundo...
seus anseios... medos... esperanças...
Pavor de acabar trilhando caminhos pelo submundo
Em cada passo, em cada chegada... em cada despedida,
a vida se tece, entre sonho e dor.
Somos todos andarilhos da vida...
Vestidos em ouro... ou maltrapilhos...
Desvendamos a cada respirar... um passo por vez... as veredas
do caminho...
Não há mapas... não há sinais a indicar a direção.
Somente um silêncio inaudível,
a nos guiar... ora pela razão... ora pelo coração.
sexta-feira, 14 de novembro de 2025
Te esquecer
Te esquecer seria
de costas pra vida ficar...
a identidade de outro tomar...
minha personalidade sufocar...
a história da minha vida da história da humanidade apagar.
Te esquecer seria
nos caminhos da vida me perder...
a luz do dia não ver...
Te esquecer seria...
com o calor do sol nada aquecer
e pouco a pouco a vida em mim deixar morrer.
Te esquecer seria,
de todas, a minha maior covardia...
Mesmo assim me lembro todo dia
de te esquecer, minha alegria.
Palavras
Há palavras mal ditas…
não significa dizer que sejam malditas.
Há palavras bem ditas…
Não quer dizer que sejam benditas.
Mal dizes… meu coração se aflita...
Bem dizes… meu coração alegre fica.
Sentes meu coração
pulsando,
arrebatando
meus cinco sentidos?
Maldito não…
Bendigo sim… sempre teu meu coração.
Desde aqueles tempos idos… sempre os cinco
sentidos.
No entardecer
Sons do entardecer...
Ondas marulhando ao longe...
Apenas o sol se despedindo,
no horizonte a se esconder.
Na areia que começa a esfriar,
desenham-se formas,
desejos e sonhos...
Sutilmente abrem a cortina
para a noite que vai chegar.
No tempo, uma promessa:
a noite que sua lide começa
traz a esperança de um encontro inesquecível…
Mãos que se entrelaçam…
Uma viagem pela imensidão do Universo.
Corações pulsando
Vida que se faz inteira.
Braços que se abraçam… se amando.
Natureza sempre nos ensinando...
Cicatrizes – tatuadas no corpo – são marcas de
resistência e paciência...
De uma vida que vai pouco a pouco se transformando.
Estações
No outono cinzento, o vento murmura,
canta suavemente par as folhas que dançam em dor...
Um sussurro antigo, como um amor perdido,
que ressoa profundo e cala na alma, bem lá no fundo... sentindo falta de amor.
Corações sofridos... uma melodia
ecoa na brisa um lamento sutil,
desfolhando esperanças, um destino febril,
a tristeza procura encontrar no tempo pretérito mais paz, mais alegria e muita
harmonia.
As árvores, em silêncio, guardam segredos,
enquanto o céu se revista de plúmbeo,
a cada sopro, uma mensagem se perde...
pouco a pouco uma vida se acaba sem enredo.
Ecos do Tempo
Na passagem do tempo, aragem... dias indeléveis
dançam,
momentos sagrados, como estrelas, ao caminho desconhecido se lançam.
Horizontes translúcidos em sonhos a brilhar,
emoções que nos tocam, nos levam a vida mais leve levar.
A vida? Um rio que flui sem cessar...
Em cada gota d'água, sempre um mundo a se revelar.
Na leveza do instante, encontramos a paz,
e, na profundidade da alma, o que é voraz.
Sorrimos para os ventos que sopram gentis...
seguimos tecendo memórias, eternas, sutis.
Pois no tempo fugaz, há beleza escondida,
Cada dia vivido é uma festa da vida.
Memória
Na contramão da História eu me (des)encontro.
Depois de tantos passos… encontros e desencontros…
A essência de mim mesma vem à tona.
Ainda não é o fim da maratona.
Imagino burburinhos nos telhados...
Sinto o aroma das mesas... o alimento sagrado.
Corrida maluca contra o tempo.
A vida se faz de momento em momento.
Em busca do horizonte e da beleza...
Sigo mirando fortemente o firmamento.
Às vezes... não aguento…
Sucumbo. Quem sou eu no mundo?
Não sei do amanhã nada...
O que me aguarda?
Mantenho a guarda.
Gerencio minha emoção…
Na mão e na contramão…
da História…
Sou só pura memória.
Rabiscada pela mão do Criador... encaixada à força
em qualquer estrada.
Corações pulsantes
Em mares de doces ilusões,
navegamos nós com corações pulsantes...
As ondas bailam no murmúrio da ondas... como canções...
Enquanto o tempo tece novos instantes.
Cicatrizes de dores, tristezas e medos,
guardamos nós em silêncios profundos...
Sentimos ser cada lágrima um remédio,
que alivia... abranda... os pesares fecundos.
Encanto nos olhos de quem sonha,
a alegria de aqui estar surge como o sol.
E mesmo que a vida nos ponha à prova,
Seguimos nós... mesmo em vales os mais profundos.
Sonhos perdidos... estrelas apagadas,
Mas ainda a brilhar na noite da mente...
Lembranças, vozes encantadas,
A nos guiar, latentes e carinhosamente.
E assim navegamos nós, sempre com o olhar adiante,
com pensamentos que se elevam no ar...
Entre gigantes de um tempo distante,
na busca do amor, no nosso eterno navegar.
Os olhos mais lindos
No meio da multidão
os olhos mais lindos do mundo vi...
sorri...
pisei com a ponta dos olhos
nos seus olhos lindos...
seu olhar veio em minha direção,
seus olhos olharam pra mim sorrindo...
meu coração dentro de mim bateu sorrindo
pro sorriso mais lindo
que em minha direção estava vindo...
Amor, leve amor
Nosso amor é feito poesia.
Nossa felicidade todo dia.
Caminho trilhado a dois.
Um amor de ontem, de agora e de depois.
É um caminho sem fim.
Trilhado por você e por mim.
É não ter que jamais perdoar.
É amar e completamente se doar.
Nosso amor... canção leve e suave.
É leve!
Nosso amor, que por toda a vida nos leve.
Opção
de amar
No coração, a escolha suave,
amar é arte, é um doce navegar.
Pacientes, aceitamos o tempo,
a humildade, um farol, a iluminar.
Respeitosos, ouvimos o silêncio,
abnegados, nos doamos, sem pesar...
A generosidade flui como um rio...
A honestidade, a ponte a atravessar.
Comprometidos, dançamos em harmonia,
Cada passo junto, um laço a tecer.
Nos gestos simples, a magia se cria,
No olhar, a promessa de não esquecer.
Assim, na opção de amar,
transformamos dor em leveza...
E em cada desafio, há conquista...
pois semeamos amor com firmeza.
Onde
a terra encontra o céu
No limite onde a terra
encontra o céu,
a linha do horizonte se desvela...
entre sonhos e esperanças, um mistério,
uma estrela cadente risca a enorme tela.
Chamas incandescentes nascem no espaço,
cometas dançam em sinuosos arcos,
astros luminosos, num balé sem fim,
tece o Universo em seus passos raros.
A noite sussurra segredos antigos,
no manto estelar, cada brilho é canção,
uma sinfonia de luz e de vida
faz ecoar o coração da criação.
Sob a vastidão, em mística conexão,
nos perdemos, buscando a união...
na imensidão, o infinito nos chama,
e a alma se eleva à eterna chama.
Silêncios
profundos
Noite triste, silêncios
profundos,
corredores estreitos guardam sonhos fecundos.
Caminho desgastado pela solidão,
um caminhante cansado, passadas sem direção.
A imaginação flutua em sombras e luz,
sussurros do vento trazem iludidamente a ilusão...
Cada passo ressoa, ecoa e seduz,
na dança dos tempos, uma vida em construção.
Os olhos se fecham, o coração anseia,
por entre as frestas das velhas paredes uma esperança rasteja...
Caminho de pedras, poeira a atenuar,
a jornada é longa, mas é preciso sonhar.
No labirinto da mente,
um universo a explorar...
Na noite que pesa, há
sempre um novo despertar.
Oh! Minh’alma
Oh! Minh’alma… calma!
Oh! Minh’alma… se acalma!
Não te sintas cega...
Não te furtes à tua sina.
Seja sempre aquela menina.
Oh! Minh’alma… calma!
Cavalgue pelas campinas...
Agarra-te à crina sem apreensão.
Faz a alegria do teu coração.
Oh! Minh’alma… calma!
O mundo te alucina?
A vida é só desencantos?
Há dor por todo canto?
Aguarda, minh’alma…
Tem esperança…
Conserva em ti os sonhos de criança.
Há um mundo cheio de amor
que um dia apagará de ti todo temor.
quinta-feira, 13 de novembro de 2025
Insensatez
E um dia ele chegou com aquele seu jeito único de ser,
ficou andando em círculos ao meu redor,
vi-me refletida em seu olhar,
e soube pela primeira vez o significado do verbo amar.
Ficou rodando bem ao alcance da minha mão,
num ímpeto se fez dono do meu coração,
eu, ciente de um perigo iminente,
lancei-me totalmente (in)decididamente em outra direção.
Lucidez... embriaguez
resistir... não resistir...
Ele tomou pra si meu coração, minha vida... não consegui fugir
beijou-me, e beijou-me tão suavemente,
e disse-me, num dizer tão inconsistente,
que seu destino de ser só no mundo ia seguir.
Uma oração por nós dois
O
Sol acena adeus mais uma vez.
Despede-se
e desaparece na linha do horizonte.
Todo
traço de luz se desfaz.
Abre-se
espaço para a noite escura que chega.
Sob
a cumplicidade das estrelas, eu me acolho nos teus braços
‘Desenham-se formas’
informes...
Promessas
sempre cumpridas são feitas uma vez mais.
Teus
segredos são meus...
A
paz toma conta do meu coração.
Junto
as mãos... faço mais uma oração...
Nelas
estão sempre você e eu...
Até
hoje sempre Deus me respondeu.
E, enfim, fim... simples assim.