domingo, 23 de novembro de 2025

Malefícios das redes sociais
Sim, sim... sei que existem benefícios... but aqui não é o foco...
Redes sociais fazem parte integral da vida de milhares de indivíduos, fato inegável. Vidas perfeitas... but a minha não é!
Por quê? Por que razão eu sofro... eu luto... por que eu não tenho essa maravilhosa vida espelhada nas redes sociais por tantos afortunados?
Sei lá...
But tudo bem... lá no fundo eu até sei que as aparências enganam... talvez até nem lá no fundo... eu sei... simplesmente sei que nem tudo é o que aparenta... 😉
But com uma coisa eu tenho dificuldade imensa de me acostumar: "o cyberbullying e os comentários negativos" .... aaaa esses me fazem muito mal!!! E também me faz mal quando esses comentários não são feitos diretamente a mim... são direcionados a outros... a indivíduos desse novo Universo 'invisível' do qual faço parte...
Ontem decidi passear por 'comentários' em posts aleatórios... acredito que mais de 70% desses comentários eram do tipo agressivo, repugnantes... sem nenhum vestígio de simpatia pelo outro - um mero desconhecido (o que me assusta ainda mais) - comentários "sem nenhum vestígio de sentimento humano de fraternidade [...] nesses cérebros ignominiosos"... como diz Thomas Mann.
Aonde vamos parar com esse ódio gratuito? Um ódio gratuito estampado em falas racistas... machistas... 'menosprezistas'... e mais um monte de 'istas'...
Sei lá.... Eu entendo perfeitamente que odiar é uma ação deliberada que não parte do objeto odiado e sim do sujeito que se dispõe a odiar... e sinto pena desses seres que odeiam...
Preciso confessar: tive de fazer um esforço imenso pra não ser farinha do mesmo saco e odiar... odiar esses comentários insalubres... essas piadinhas de mau gosto... essas generalização burras...
É isso... "Mais amor, por favor"... o ódio causa perda de energia do corpo o que altera o equilíbrio interior... então.... então... faz mais mal pra quem odeia do que pra quem é odiado 😉

sábado, 15 de novembro de 2025

 

Calmaria

 

Sempre me disseram que tudo o que estrago em mim causasse passaria…

Nunca me disseram das cicatrizes profundas que cada estrago causaria.

Dor.

Noite escura.

Dor que não se cura.

Secura.

Buraco negro.

Desespero de estar longe de ti.

Tua falta chegou ao limite.

Fixaste em mim tua brevidade…

E eu… eu morro cada dia um pouco mais de tua saudade.

 

Solidão

  

A solidão e o silêncio são a minha liberdade.

Não há em mim qualquer traço de falta de identidade.

Viajo na imensidão do meu universo...

Faço versos.

 

Na minha solidão sou fera selvagem.

Entro pra dentro de mim e fico sem encontrar ninguém durante horas.

A mim mesma em mil pedaços me desfaço...

Envolvo-me no casulo de minha alma.

 

Sim, pra isso é necessário muita coragem:

a linha do buraco negro transpasso.

 

 

Amor em cada verso

Teu sorriso é aurora,
um raio de luz que ilumina minha escuridão.
Nos teus braços, encontro abrigo,
um lar feito de carinho, amor e compreensão.

Cada olhar, um convite à dança,
o tempo a se dissolver em doce melodia.
Tuas carinhosas palavras são canções de esperança,
navegando no mar da minha fantasia.

E se as estrelas um dia se apagarem no céu...
será teu amor o farol a me guiar.
Nas tempestades da vida, serás minha luz,
na travessia do meu temo por aqui, a força a me amparar.

Assim, juntos, seguimos adiante,
escrevendo a maravilha que é nossa história, passo a passo... no mesmo compasso..
Tua essência é meu instante,
cada verso, representando nossos laços.

 

Uma enorme dor

 

Uma fração de tempo

…apenas.

E tudo se esvai

 

Um feixe de luz.

Perdido no espaço da ilusão.

Projetado pela solidão.

 

Amanheço não sentindo

Os sentidos mentindo.

Uma enorme dor

oculta

no meu coração.

 

Alma parida

Nos dias de chuva, a alma parida
sangra o céu com suas densas gotas...
Cada uma delas, uma lembrança perdida,
um vazio imenso, entre hábitos e rotinas.

O som da chuva toca o coração...
revelador de um amor desfeito...
Um eco aterrador, sem direção...
caminhos de um passado desfeito.

A névoa envolve o que já foi...
Cada lágrima caída, um lamento.
A vida, um rascunho avesso ao herói...
em cada esquina, o arrependimento.

Porém, na melodia do assustador temporal,
renascem sonhos, mesmo no confuso e no trovejar obscuro...
E no coração, um brilho ancestral,
a esperança vive, embora em apuro.

 

 

Dias de chuva

Nos dias de chuva, as ruas choram,
rios de água gelada a deslizar...
O frio penetra, abraços que imploram,
cada gota é um lamento a ecoar.

Os guarda-chuvas dançam em sinfonia...
Veste-se de melancolia o coração,
desgosto e tristeza desenham uma sombria poesia...
E o riso se esconde em profunda solidão.

Caminhos encharcados, memórias perdidas...
Almas congeladas, sonhos a vagar...
No reflexo da água, vidas esquecidas,
um inverno eterno a nos atormentar.

Entre ecos de passos e o frio do ar,
sinto nada, apenas o peso a pesar...
Como se a chuva estivesse a me sussurrar:
‘Neste mundo frio, desolado.. molhado, tudo o que há é aprender a amar’.

 

Acredito

 

Quando anoitece

uma luz difusa

paira sobre mim.

 

Uma luz confusa

que ofusca meu caminho do começo ao fim.

 

Entre cacos das quebradas vidraças

nossas verdades e farsas…

Uma fenda enorme que se abre

com um silêncio ensurdecedor...

pensávamos que entre nós era o mais puro amor.

 

 

Nossa verdade!

Tamanha falsidade…

Nada faz sentido

Se em algo eu não acreditar…

Então, acredito que você nunca vai deixar de me amar…

 

Mesmo sentindo o vazio…

Estou a esse amor verdade a creditar.

Talvez apenas um lembrete suave de que a vida se desdobra a cada dia e as surpresas vêm... 😉

 

Máscaras de agonia

Nas sombras da vida, uma dor agoniza...
Gradações de aflição, temor que perdura.
Cada lágrima é um véu que se desfaz,
uma máscara pesada, em busca da paz.

Mas a esperança emerge, como sol radiante...
Em meio ao lamento, um sonho lindo e vibrante.
Caminho pela senda, com passos incertos,
superando os medos, rompendo os desertos.

Em cada fenda do coração ferido, a força do amor torna-se meu abrigo.
As sombras se dissipam, a luz vai brilhar...
Minha vida renasce, pronta a amar.

Por trás das máscaras, há um eu profundo,
capaz de resgatar o brilho inteiro do mundo.
E, assim, a dor se torna inspiração...
Um poema escrito com tinta de emoção.

 

 

Do mar

 

Tanta vida atirada ao mar,
segredos em ondas, mistérios a vagar...
Almas perdidas no profundo abismo,
sussurros de dor, ecoando na imensidão... provocando perigosos sismos.

Valor que não se mede, não se aposta...
Não há prisão que entregue a resposta.
Não há castigo que silencie a voz,
apenas o lamento de quem olha o entorno... e espera o tão esperado retorno.

Silêncio profundo, memória escondida...
Um mar de histórias, mais de uma vida perdida.
O mar guarda os segredos, com seu vai-e-vem,
das almas que sofreram, das que buscam um quê... um porquê... um quem.

Gemidos de angústia nas correntes do ser...
O mar reconhece os fardos, o peso do viver...
Em cada gota, um eco salgado, uma lágrima a fluir,
Tanta vida atirada ao nada... a pergunta que fica: ‘por que persistir?’.

 

Dei-me

 

Os meus retalhos colados, dei-os a ti!
Dei-te tudo que tinha em mim...  

Os teus gestos me enganaram...  perdida
fiquei só no nosso mundo... que não era tão nosso no fim.

De mim dei-te o que tinha,
os meus retalhos colados!
Posso perguntar-te se ainda és meu?
Ou se tu és única e exclusivamente só teu?

Dei-te de mim o que em mim continha,
juntos no amor fomos jurados!
Neste entrelace de corações,
seremos eternos, com milhares de divisões.

 

 Só sobraram mesmo de ti e de mim visões... que me rodeiam feito assombrações.

 

 

A saudade sempre chega

E chega a saudade... e chega sem avisar,
e abre a porta abruptamente, e entra logo,
e sem pedir licença, e sem se importar que coração vai machucar.

Sim, ela tem nome e endereço,
sim, ela tem cheiro de histórias,
sim, ela se entranha em teu ser...
E sim, ela traz lembranças nostálgicas,
de momentos felizes de pretéritos dias.

Há dias que é assim,
que a saudade só quer ficar...
 no coração e na memória firmemente quer se instalar...

Conta de tudo quer só pra si tomar!

E ela sempre machuca...

E ela sempre joga sal nas feridas...

E ela sempre se aloja no peito... e de se livrar você não encontra jeito.


E lá nele fica... ansiando por um lar distante. Tentando transpor forçadamente a barreira do tempo...

Traz pro presente momento o que ficou tão atrás faz tanto tempo.

E continua ela uma pessoa a buscar,
um afeto perdido... quer reencontrar.


Mas é apenas saudade,
totalmente incapaz de transpor
a barreira do tempo.

 

Saudade, por favor, deixe-me em paz. Apague dos seus registros meu endereço...

Eu sei, se você se esforçar, será disso capaz.

 

 

Cartas de amor

 

Verdade, Pessoa... “Todas as cartas de amor são
ridículas”, é verdade sim...

São feito poemas bordados em papel...
Suspiros capturados em palavras.

Que dependendo do olhar significam nada.

“Não seriam cartas de amor”, sim Pessoa,
se não viessem envoltas em um certo
desatino, um brilho nos olhos, desvario...
um sorriso tímido.

Escrevi também, em tempos de paixão,
minhas confissões desenhadas em frases tortas – confesso aqui meus delírios...
Sonhos entrelaçados em tinta e emoção...
Eco de risos nas margens,
contrastando com o peso da saudade.

Ah, como são ridículas,
Essas cartas de amor!


Também, porém, são faróis que iluminam
os caminhos do nosso sentir, são provas de que emoções são passíveis de existir.

Revelam ao mundo lembretes suaves de que tudo vale a pena se há um toque de amor... mostram que no mundo não há apenas dor... (embora, ele se faz presente quando acaba o amor).

 

 Cartas de amor? Poesia pura...
a viver até quando a razão se esconde. Ridículas, sim... só, porém, quando o amor nelas gravado chega ao fim.

 

 

 

 

Tão contente

 

Teu olhar não mente...

Ausente.

Em mim, uma dor pungente.

 

Teu olhar distante...

Ferino.

Sofre meu coração, menino.

 

Saudades.

 

Um tempo de alegria.

Teu olhar presente.

Me fazia tão contente.

 

 

Se decidires

 

Se decidires não me amar,

afasta-te de mim.

 

Procura outro horizonte pra admirar.

Busca outra estrada pra caminhar.

Procura outro jardim pra o perfume das flores sentir.

Busca outro pomar pra outras frutas degustar.

 

Se decidires não me amar...

Afasta teus olhos de mim...

 

Se decidires não me amar

Não te quero por perto pros meus olhos não conseguirem um amor que não me ame neles encontrar.

 

Da não solidão

 

Uma oração por nós dois...

Faço-a agora... não deixo nunca pra depois.

 

O Sol acena adeus mais uma vez.

Despede-se e desaparece na linha do horizonte.

Todo traço de luz se desfaz... em um voo delicado e profano...

Certezas da vida. Nunca nesse fim a engano.

 

Abre-se espaço para a noite escura que chega.

É o tempo em movimento.

Sonho acordada.

Sonhos rebeldes...

 

Sob a cumplicidade das estrelas, eu me acolho nos teus braços...

Desenham-se  formas informes... misturam-se as cores do firmamento.

 

Promessas sempre cumpridas são feitas uma vez mais.

Teus segredos são meus

A paz toma conta do meu coração.

Junto as mãos... faço mais uma oração...

Nelas estão sempre você e eu...

 

Até hoje sempre Deus me respondeu.

 

Sons Ocultos

Em meio aos murmúrios da mente,
palavras benditas florescem,
como sons que desafiam o tempo,
transvestidos de significados nunca antes imaginados.

Nos caminhos decadentes da vida,
cada passo pesa como a última hora,
busco refúgio em ecos latentes,
sonhos escondidos, mas tão evidentes.

 

Que amargor esse descompasso... de todos os estados da alma me sinto enebriada... busco inutilmente uma saída... quem poderá me apontar a melhor direção... a melhor estrada?


As sombras insistem em me visitar nessa eterna penumbra,
encobrindo os destinos (in)certos.
Enquanto os sons ocultos em minha mente se entrelaçam,
cantando histórias de rir e de chorar... sem ao menos se importar de me perguntar se as quero delas me inteirar.

E assim sigo, errante,
navegando pelo mar das incertezas,
aceitando que, mesmo sem destino,
há beleza no caminho. Cabe apenas a mim saber do joio o trigo conseguir separar.

 

Sentir seu coração

 

Ter entre as minhas as suas mãos.

É esse amor minha âncora forte, minha segurança... o que não me deixa pelo mundo me perder...

é minha resistência...

minha indizível calma...

meu porto seguro à vida a me prender...

meu tudo... minha essência, minh’alma.

 

É meu silêncio e quietude...

Vestígio da eternidade, me dando sentido

e razão...

Preciso desse amor: minha mente, minha razão, minh’alma calma e razão do pulsar do meu coração.

 

Preciso de toda essa ilusão!

 

Da solidão

 

Na decadência inata da solidão,

mais uma noite está a chegar.

Na imensidão da escuridão,

tento te encontrar.

 

O Sol vai se escondendo numa íngreme fenda no horizonte.

A primeira estrela… solitária e trêmula

bruxuleia preguiçosamente no céu que cinza se faz.

O que esta noite me traz?

 

Lembranças de meu coração sem vida batendo porque bater é sua função... tem, por imposição dos deuses, de adiante seguir.

 

Amanhece... porque assim o Universo dita suas leis...

Anoitece... porque o Sol tem do outro lado do Planeta brilhar...

Se assim não o fizer, todo tipo de vida vai lentamente acabar.

 

É uma imposição... questionar? Totalmente fora de questão.

 

 O aconchego de que se precisa não há onde encontrar... momentos de abrigo...também não há.

Só se vê mesmo distâncias que custam a chegar.

Instantes vazios de sons... dores e sofrimentos a gritar!

 

Do dia em que você partiu até hoje… consegui.

Mas… agora é mais forte em mim… estou achando que não vou mais conseguir.

Vai meu coração me trair? Haverá alguma lei que possa de simplesmente parar me proibir?

 

Entrelinhas da vida

 

Há a razão... há a emoção...

Qual delas meu objetivo primeiro alcança?

Sentimentos amenos em dias plenos...
A cadência do tempo traz esperança,
Enquanto o sol se despede, sereno.

Entrelinhas da vida, sussurros suaves...
Despedidas que vêm com o entardecer...
Um pôr do sol que pinta o céu com suas cores...
mais uma história de vida tecendo sua teia a cada anoitecer.

No horizonte, a linha lentamente se desfaz...
Trás dos montes, o eco profundo...

Venceu a razão... venceu a emoção...

Nos caminhos traçados pelo mundo?



A luz que cada ser guia, tão doce e fugaz,
revela o mistério de todo o mundo...

seus anseios... medos... esperanças...

Pavor de acabar trilhando caminhos pelo submundo

Em cada passo, em cada chegada... em cada despedida,
a vida se tece, entre sonho e dor.

Somos todos andarilhos da vida...

Vestidos em ouro... ou maltrapilhos...

Desvendamos a cada respirar... um passo por vez... as veredas do caminho...

Não há mapas... não há sinais a indicar a direção.
Somente um silêncio inaudível,
a nos guiar... ora pela razão... ora pelo coração.

 

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

 

Te esquecer

 

Te esquecer seria
de costas pra vida ficar...
a identidade de outro tomar...
minha personalidade sufocar...
a história da minha vida da história da humanidade apagar.

Te esquecer seria
nos caminhos da vida me perder...
a luz do dia não ver...

Te esquecer seria...

com o calor do sol nada aquecer
e pouco a pouco a vida em mim deixar morrer.

Te esquecer seria,
de todas, a minha maior covardia...
Mesmo assim me lembro todo dia
de te esquecer, minha alegria.

 

 

Palavras

 

Há palavras mal ditas…

não significa dizer que sejam malditas.

Há palavras bem ditas…

Não quer dizer que sejam benditas.

Mal dizes… meu coração se aflita...

Bem dizes… meu coração alegre fica.

 

Sentes meu coração

pulsando,

arrebatando

meus cinco sentidos?

Maldito não…

Bendigo sim… sempre teu meu coração.

Desde aqueles tempos idos… sempre os cinco sentidos.

 

 

 

No entardecer

 

Sons do entardecer...

Ondas marulhando ao longe...

Apenas o sol se despedindo,

no horizonte a se esconder.

 

Na areia que começa a esfriar,

desenham-se formas,

desejos e sonhos...

Sutilmente abrem a cortina

para a noite que vai chegar.

 

No tempo, uma promessa:

a noite que sua lide começa

traz a esperança de um encontro inesquecível…

Mãos que se entrelaçam…

Uma viagem pela imensidão do Universo.

 

Corações pulsando

Vida que se faz inteira.

Braços que se abraçam… se amando.

 

Natureza sempre nos ensinando...

Cicatrizes – tatuadas no corpo – são marcas de resistência e paciência...

De uma vida que vai pouco a pouco se transformando.

 

 

 Estações

 

No outono cinzento, o vento murmura,
canta suavemente par as folhas que dançam em dor...
Um sussurro antigo, como um amor perdido,
que ressoa profundo e cala na alma, bem lá no fundo... sentindo falta de amor.

Corações sofridos... uma melodia
ecoa na brisa um lamento sutil,
desfolhando esperanças, um destino febril,
a tristeza procura encontrar no tempo pretérito mais paz, mais alegria e muita harmonia.

As árvores, em silêncio, guardam segredos,
enquanto o céu se revista de plúmbeo,
a cada sopro, uma mensagem se perde...
pouco a pouco uma vida se acaba sem enredo.

Que medo! Viver uma vida assim... sem sentido... só coração doído... muito sofrido.


 

Cinco sentidos

 

Luto e desluto.

Mas, no fim,

Luto.

Cega minha boca.

Sem olfato meus olhos.

Sem tato meu nariz.

Sem gosto meus ouvidos.

Sem visão minhas mãos.

 

Desgosto.

Teus lábios não leio mais.

Cadê a minha paz?

 

O vento não voa.

Tudo se perde…

Tudo fica a esmo, ao léu… à toa.

 

Ecos do Tempo

Na passagem do tempo, aragem... dias indeléveis dançam,
momentos sagrados, como estrelas, ao caminho desconhecido se lançam.
Horizontes translúcidos em sonhos a brilhar,
emoções que nos tocam, nos levam a vida mais leve levar.

A vida? Um rio que flui sem cessar...
Em cada gota d'água, sempre um mundo a se revelar.
Na leveza do instante, encontramos a paz,
e, na profundidade da alma, o que é voraz.

Sorrimos para os ventos que sopram gentis...
seguimos tecendo memórias, eternas, sutis.

Pois no tempo fugaz, há beleza escondida,
Cada dia vivido é uma festa da vida.

 

Memória

 

Na contramão da História eu me (des)encontro.

 

Depois de tantos passos… encontros e desencontros…

A essência de mim mesma vem à tona.

Ainda não é o fim da maratona.

Imagino burburinhos nos telhados...

Sinto o aroma das mesas... o alimento sagrado.

 

Corrida maluca contra o tempo.

A vida se faz de momento em momento.

Em busca do horizonte e da beleza...

Sigo mirando fortemente o firmamento.

 

Às vezes... não aguento…

Sucumbo. Quem sou eu no mundo?

 

Não sei do amanhã nada...

O que me aguarda?

Mantenho a guarda.

Gerencio minha emoção…

Na mão e na contramão…

da História…

Sou só pura memória.

Rabiscada pela mão do Criador... encaixada à força em qualquer estrada.

 

 

 

 

 

Corações pulsantes

 

Em mares de doces ilusões,
navegamos nós com corações pulsantes...
As ondas bailam no murmúrio da ondas... como canções...
Enquanto o tempo tece novos instantes.

Cicatrizes de dores, tristezas e medos,
guardamos nós em silêncios profundos...
Sentimos ser cada lágrima um remédio,
que alivia... abranda... os pesares fecundos.

Encanto nos olhos de quem sonha,
a alegria de aqui estar surge como o sol.
E mesmo que a vida nos ponha à prova,

Seguimos nós... mesmo em vales os mais profundos.

Sonhos perdidos... estrelas apagadas,
Mas ainda a brilhar na noite da mente...
Lembranças, vozes encantadas,
A nos guiar, latentes e carinhosamente.

E assim navegamos nós, sempre com o olhar adiante,
com pensamentos que se elevam no ar...
Entre gigantes de um tempo distante,
na busca do amor, no nosso eterno navegar
.

 

Os olhos mais lindos

 

No meio da multidão
os olhos mais lindos do mundo vi...
sorri...
pisei com a ponta dos olhos
nos seus olhos lindos...
seu olhar veio em minha direção,
seus olhos olharam pra mim sorrindo...
meu coração dentro de mim bateu sorrindo
pro sorriso mais lindo
que em minha direção estava vindo...

 

 

Amor, leve amor

 

Nosso amor é feito poesia.

Nossa felicidade todo dia.

Caminho trilhado a dois.

Um amor de ontem, de agora e de depois.

 

É um caminho sem fim.

Trilhado por você e por mim.

É não ter que jamais perdoar.

É amar e completamente se doar.

 

Nosso amor... canção leve e suave.

É leve!

Nosso amor, que por toda a vida nos leve.

 

Nosso amor

 

Teus olhos nos meus.

Sou tão teu.

Meus olhos nos teus.

Rara beleza.

Esse amor é total sintonia.

Na vida, pura magia.

Canção... música... melodia.

Nosso amor: das trevas faz o dia...

É a razão que cala...

É todo o silêncio do mundo que fala.

 

 

 

Viva a vida

 

 Viva um dia,
viva outro dia,
e viva mais um novo dia
igual ou diferente...
só não viva indiferentemente...
viva em sintonia, sincronia, com alegria (e todos os 'ias' que você quiser acrescentar)
sim, viva assim cada dia.

Lily Flower Illustrations, Royalty-Free Vector Graphics & Clip Art - iStockE, enfim, fim... simples assim.

 

 

 

Opção de amar



No coração, a escolha suave,
amar é arte, é um doce navegar.
Pacientes, aceitamos o tempo,
a humildade, um farol, a iluminar.

Respeitosos, ouvimos o silêncio,
abnegados, nos doamos, sem pesar...
A generosidade flui como um rio...
A honestidade, a ponte a atravessar.

Comprometidos, dançamos em harmonia,
Cada passo junto, um laço a tecer.
Nos gestos simples, a magia se cria,
No olhar, a promessa de não esquecer.

Assim, na opção de amar,
transformamos dor em leveza...
E em cada desafio, há conquista...
pois semeamos amor com firmeza.

 

 

 

Onde a terra encontra o céu

 

No limite onde a terra encontra o céu,
a linha do horizonte se desvela...
entre sonhos e esperanças, um mistério,
uma estrela cadente risca a enorme  tela.

Chamas incandescentes nascem no espaço,
cometas dançam em sinuosos arcos,
astros luminosos, num balé sem fim,
tece o Universo em seus passos raros.

A noite sussurra segredos antigos,
no manto estelar, cada brilho é canção,
uma sinfonia de luz e de vida
faz ecoar o coração da criação.

Sob a vastidão, em mística conexão,
nos perdemos, buscando a união...
na imensidão, o infinito nos chama,
e a alma se eleva à eterna chama.

 

Amo-te, amor meu...
amo-te, e te amo, e tiamo.
Que assim tu também me ames e sejas só meu
aos céus clamo desesperadamente.

Amo-te loucamente... e não me envergonho de ser esta louca que há de te amar pra todo o sempre.

 

 

 

 

 

Silêncios profundos

 

Noite triste, silêncios profundos,
corredores estreitos guardam sonhos fecundos.
Caminho desgastado pela solidão,
um caminhante cansado, passadas sem direção.

A imaginação flutua em sombras e luz,
sussurros do vento trazem iludidamente a ilusão...
Cada passo ressoa, ecoa e seduz,
na dança dos tempos, uma vida em construção.

Os olhos se fecham, o coração anseia,
por entre as frestas das velhas paredes uma esperança rasteja...
Caminho de pedras, poeira a atenuar,
a jornada é longa, mas é preciso sonhar.


No labirinto da mente, um universo a explorar...

Na noite que pesa, há sempre um novo despertar.

 

 

Oh! Minh’alma

 

Oh! Minh’alma… calma!

Oh! Minh’alma… se acalma!

 

Não te sintas cega...

Não te furtes à tua sina.

Seja sempre aquela menina.

 

Oh! Minh’alma… calma!

Cavalgue pelas campinas...

Agarra-te à crina sem apreensão.

Faz a alegria do teu coração.

 

Oh! Minh’alma… calma!

 

O mundo te alucina?

A vida é só desencantos?

Há dor por todo canto?

 

Aguarda, minh’alma…

Tem esperança…

 

Conserva em ti os sonhos de criança.

Há um mundo cheio de amor

que um dia apagará de ti todo temor.

 

 

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

 

Insensatez

 

E um dia ele chegou com aquele seu jeito único de ser,
ficou andando em círculos ao meu redor,
vi-me refletida em seu olhar,
e soube pela primeira vez o significado do verbo amar.

Ficou rodando bem ao alcance da minha mão,
num ímpeto se fez dono do meu coração,
eu, ciente de um perigo iminente,
lancei-me totalmente (in)decididamente em outra direção.

Lucidez... embriaguez
resistir... não resistir...

Ele tomou pra si meu coração, minha vida... não consegui fugir
beijou-me, e beijou-me tão suavemente,
e disse-me, num dizer tão inconsistente,
que seu destino de ser só no mundo ia seguir.

 

Uma oração por nós dois

 

O Sol acena adeus mais uma vez.

Despede-se e desaparece na linha do horizonte.

Todo traço de luz se desfaz.

Abre-se espaço para a noite escura que chega.

 

Sob a cumplicidade das estrelas, eu me acolho nos teus braços

 ‘Desenham-se formas’ informes...

 

Promessas sempre cumpridas são feitas uma vez mais.

Teus segredos são meus...

A paz toma conta do meu coração.

Junto as mãos... faço mais uma oração...

Nelas estão sempre você e eu...

Até hoje sempre Deus me respondeu.