domingo, 16 de agosto de 2026

 Nada consegue seguro de seis anos. É como se o tempo, este ladrão silencioso, passasse por nossas vidas sem garantia, sem contrato fechado. Queremos proteção, estabilidade, um porto seguro que resista às tempestades do destino. Mas a verdade crua e nua é que nada, absolutamente nada, se mantém incólume por tanto tempo.


Seis anos parecem uma eternidade quando olhamos para trás e vemos tudo que se perdeu: promessas, sonhos, até relações que julgávamos indestrutíveis. Nada sobrevive intacto a essa maratona implacável chamada vida. O que está seguro é o presente, efêmero e frágil, e mesmo ele escapa das mãos com uma facilidade assustadora.

A crônica dessa incerteza revela nossa luta constante contra o imponderável. E talvez seja nesse confronto que reside a beleza da existência — porque, no fundo, ninguém deseja um seguro de seis anos, mas sim a coragem de viver cada instante como se fosse único e irrecuperável.

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