Quimeras
Uma nuvem noturna pairava sobre ele
Dia e noite
Noite e dia.
Não via solução pras dores de seu
coração.
Já tentara de tudo:
Gritara... ficara mudo.
Sorrira... chorara...
Nada adiantava.
No meio de tudo isso,
deu-se conta de que ninguém se
importava...
Começou a duvidar de que a vida não era
nada do que sonhara...
Quimeras...
Quem sabe a realidade de todos eram
puros devaneios?
Tentavam todos se equilibrar na corda
bamba...
Lutar contra a corrente...
Escapar da areia movediça que aos
poucos os engolia.
Talvez fosse pura utopia a existência
de um lugar onde reinasse dia e noite a alegria.
Aceitou então seu trágico destino:
viver entre faces confusas, jogar os dados, consolar-se com perguntas sem
respostas... um trevo de quatro folhas de ouro no pescoço... torcer para ganhar
as apostas...
Um laço invisível, astúcias astuciosas
sempre em ação...
A bater no ritmo da roleta, então,
acostumou-se, seu coração.
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