No vasto céu, uma estrela solitária brilha,
Oculta entre sombrias nuvens, sua luz se esconde,
Por detrás da janela do quarto, uma tristeza triste se aninha,
Desilusões dançam, em sombras que fundem entre si a alma minha.
A vida cansada, esgotada de esperança e cheia de entraves,
Caminhos perdidos, passos sem direção, Sul e Norte se confundem
Em cada amanhecer, sonhos sem chaves,
Portas desgastadas, arranhadas que nunca se abrem.
Oh, dia seguinte, amanheça, traga o calor desejado,
Renove o brilho, dissipe a dor profunda,
Revigore esse peito cansado, crie um pulsar renovado,
Desembrulhe uma nova manhã, com gosto doce e aromas que de cores minha alma
inundem.
Na solidão do tempo, ecoa meu eterno querer,
Só espero a vida em mim voltar a florescer.
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