segunda-feira, 21 de julho de 2025

 

Minha sina... meu destino

 

Sôfrega de esperança.

Impaciente, inquieta...

enfrento o mundo.

 

Anoitece. Enoita...

Ajoelho-me

Faço minha prece.

 

Às vezes tenho a impressão de que, de quando em quando, Deus de mim se esquece.

Olvida-se de que cá estou...

Sem chão... sem Norte... sem direção.

E que de se esquecer se acostumou.

 

O frio gela meus ossos.

O sangue flui vagarosamente... tentando romper barreiras...

Furando obstáculos... por entre minhas veias se esgueira.

 

O desespero e a desesperança parecem tomar conta de tudo em mim.

 

Sono picado...

Acordo tão cansada.

Desesperação: tenho de continuar.

Abro vagarosamente a cortina.

Vejo o sol pela janela sorrateiramente se esgueirar.

 

Ávida de esperança, me armo.

Sôfrega de expectativa

Continuar a continuar... eis minha sina.

 

Caminhar e caminhar... sei que a vida ensina.

 

 

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