Do mar
Tanta vida atirada ao mar,
segredos em ondas, mistérios a vagar...
Almas perdidas no profundo abismo,
sussurros de dor, ecoando na imensidão... provocando perigosos sismos.
Valor que não se mede, não se aposta...
Não há prisão que entregue a resposta.
Não há castigo que silencie a voz,
apenas o lamento de quem olha o entorno... e espera o tão esperado retorno.
Silêncio profundo, memória escondida...
Um mar de histórias, mais de uma vida perdida.
O mar guarda os segredos, com seu vai-e-vem,
das almas que sofreram, das que buscam um quê... um porquê... um quem.
Gemidos de angústia nas correntes do ser...
O mar reconhece os fardos, o peso do viver...
Em cada gota, um eco salgado, uma lágrima a fluir,
Tanta vida atirada ao nada... a pergunta que fica: ‘por que persistir?’.
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