sábado, 15 de novembro de 2025

 

Da solidão

 

Na decadência inata da solidão,

mais uma noite está a chegar.

Na imensidão da escuridão,

tento te encontrar.

 

O Sol vai se escondendo numa íngreme fenda no horizonte.

A primeira estrela… solitária e trêmula

bruxuleia preguiçosamente no céu que cinza se faz.

O que esta noite me traz?

 

Lembranças de meu coração sem vida batendo porque bater é sua função... tem, por imposição dos deuses, de adiante seguir.

 

Amanhece... porque assim o Universo dita suas leis...

Anoitece... porque o Sol tem do outro lado do Planeta brilhar...

Se assim não o fizer, todo tipo de vida vai lentamente acabar.

 

É uma imposição... questionar? Totalmente fora de questão.

 

 O aconchego de que se precisa não há onde encontrar... momentos de abrigo...também não há.

Só se vê mesmo distâncias que custam a chegar.

Instantes vazios de sons... dores e sofrimentos a gritar!

 

Do dia em que você partiu até hoje… consegui.

Mas… agora é mais forte em mim… estou achando que não vou mais conseguir.

Vai meu coração me trair? Haverá alguma lei que possa de simplesmente parar me proibir?

Nenhum comentário:

Postar um comentário