quarta-feira, 22 de julho de 2026

 

Como as águas de um  doce rio doce

 

Passam as águas doces do rio.

Correntes geladas... tremo de frio.

 

Não repetem sua passagem.

Pouco mudam... e tudo mudam.

 

Pedras roladas... docemente beijadas.

Margens lapidadas.

Correntes pesadas...

tudo levam... tudo lavam...

e deixam a alma lavada.

Correm as águas doces do rio.

 

Do que fogem as águas doces do rio?

Por que suas águas doces seguem tudo  escumando?

Por que no leito silenciosamente seguem murmurando?

Por que as vejo engrossando?

Por que seguem tudo contornando?

Por que não retornam?

 

Águas de um rio doce...

Está o mar a esperar...

Tudo o que por tão breve tempo foram vai ele apagar...

Vai ele desadoçar.

 

Salgar... pra mais tempo conservar?

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