quarta-feira, 22 de julho de 2026

 

(Des)esperança

 

“- Ah, como dói viver quando falta a esperança!”

Não há sol que aqueça.

Não há noite que amanheça.

Quando a alma esperança não mais alcança.

Tudo passa vagarosamente...

se dilui... desaparece...

estrangeiro no mundo

a vida se desvanece.

Cores desbotadas.

Descolorindo a monotonia dos dias...

“O silêncio é tão largo, é tão longo, é tão lento”

Só desalento o que sinto por dentro.

Pressinto um medo...

Um mau presságio...

Velozmente está chegando perto do fim o meu momento.

Cada vez mais desentendo a vida...

Chega com as cartas marcadas...

Traçada da entrada à porta de saída...

a desesperança não é um luxo de ninguém...

é apenas um capricho da vida!

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