terça-feira, 28 de julho de 2026

 

O céu da alma

 

Nuvens carregadas cruzam o céu da alma,
pesadas de dor, tecem véus de tristeza.
No horizonte, o deserto sussurra em silêncio,
sedento e vazio, busca a esperança perdida.

Poeira, pó... fino manto cobre o que restou,
enterra sonhos sob o peso do desamparo.
Cada grão, um suspiro de abandono,
cada vento, um lamento perdido no espaço.

Mas, mesmo na sombra densa do sofrimento,
há um brilho tênue, escondido nas fissuras.
Pois até as nuvens mais negras se desfazem,
e a vida insiste — renascendo na ternura.

 

No horizonte vasto, o deserto sussurra levemente,
Em silêncio profundo, sua alma murmura tristemente.
Sedento e vazio, anseia por luz,
Busca a esperança que o tempo em caminhos desconhecidos, desunidos conduz.
Na areia quente, um sonho se insinua,
Vida renascendo na alma nua e crua.

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