Minhas feridas
E
continuo curando minhas feridas...
Abandonada
emocionalmente...
Um
horror tem sido minha vida.
Joelhos
esfolados.
Feridas
que não se curam.
Coração
ferido.
Tanto
é o medo que tenho sentido.
Dor...
tristeza... desolação...
Bate
cada vez mais vagarosamente meu triste coração.
E
a luz do sol revela destinos perdidos,
Sombras que sussurram em caminhos esquecidos.
Na alvorada que pinta o céu de esperança,
Ecoam silêncios de uma antiga e doce lembrança.
Olhos que buscam o brilho da alegria,
Encontram, porém, só a névoa fria do dia que se inicia.
Sonhos dispersos na brisa matinal,
Fragmentos de um tempo tão irreal.
A felicidade, tímida, se escondeu,
Em cantos sombrios onde ninguém a viu.
Destinos cruzados, amores desfeitos,
no espelho do sol, refletem seus feitos.
E mesmo assim, há uma chama que arde,
Um desejo que nunca deixa de ser tarde.
Pois na luz que revela o que se perdeu,
Renascem esperanças que o tempo esqueceu.
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