domingo, 26 de julho de 2026

 

Minhas feridas

 

E continuo curando minhas feridas...

Abandonada emocionalmente...

Um horror tem sido minha vida.

 

Joelhos esfolados.

Feridas que não se curam.

Coração ferido.

Tanto é o medo que tenho sentido.

 

Dor... tristeza... desolação...

Bate cada vez mais vagarosamente meu triste coração.

 

E a luz do sol revela destinos perdidos,
Sombras que sussurram em caminhos esquecidos.
Na alvorada que pinta o céu de esperança,
Ecoam silêncios de uma antiga e doce lembrança.

Olhos que buscam o brilho da alegria,
Encontram, porém, só a névoa fria do dia que se inicia.
Sonhos dispersos na brisa matinal,
Fragmentos de um tempo tão irreal.

A felicidade, tímida, se escondeu,
Em cantos sombrios onde ninguém a viu.
Destinos cruzados, amores desfeitos,
no espelho do sol, refletem seus feitos.

E mesmo assim, há uma chama que arde,
Um desejo que nunca deixa de ser tarde.
Pois na luz que revela o que se perdeu,
Renascem esperanças que o tempo esqueceu.

 

 

 



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