domingo, 26 de julho de 2026

 

Serena noite

 

Noite serena, entrelaçada em silêncio,
Ruelas escuras e sombrias guardam segredos mudos,
Portas fechadas, sussurros esquecidos,
o tempo se esconde em sombras e fluidos.

A lua, tímida, derrama seu véu prateado,
sobre pavimentos frios, sonhos abandonados...
Corações pulsando, ecos distantes,
Nos caminhos escuros, passos descompassados e errantes.

O ar é um mistério, um convite sutil,
A cada esquina, uma história, outra e mais mil.
No silêncio da noite, a alma se entrega,

 

 

Entre ruelas e portas, a vida navega.

Num ir e vir (des)contínuo o homem perdido de si se desespera e ao desconhecido se entrega.

 

Em frascos de felicidade, guardamos o amor,
Essência eterna, que desafia o tempo.
Nos olhares cúmplices, no toque suave,
Um eco de promessas que nunca se vão.

 

O homem disso sabe... procura e procura... mas sempre em vão.

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