quarta-feira, 23 de julho de 2025

 

O que é isso em meu coração?

De onde vem toda essa emoção?

É amor?

Quanta desordem causou...

 

Deixou tudo em ebulição.

É tão doce como o é o mel.

Amargo como o fel.

Quanta desolação...

Causa o amor tanta confusão.

 

Aposta no caos.

Uma dor que nasce...

Não se onde... nem sei por quê.

Faz correr lágrimas dos meus olhos.

Faz minha alma sofrer.

 

Ama-me como te amo eu.

Seja pra sempre meu.

Cura-me dessa ferida.

Torna a fazer feliz a minha vida.

 

Devolve-me a dignidade.

Apaga de mim toda a loucura.

Não seja o tipo de amor que fere.

Seja pra mim um amor que cura.

 

 

 

 

 

De experiência em experiência

 

É amor? É desejo? É paixão?

 

Exatamente como esse sentimento indefinível nasce em nosso coração?

 

É uma palavra que o causa?

 

E o que tem a ver esse sentir com a razão?

 

Que coisa de doido é essa...

Uma troca de olhar... duas ou três palavrinhas

 

Mais nada tivemos... fora esses quase insignificantes momentos juntos.

Que se mostraram, depois, de uma significância sem tamanho.

Pois agora estou eu aqui sentindo uma ausência da tua presença... que na verdade nem sei como é. Te estranho!

 

Queria segurar entre as minhas as tuas mãos.

Queria tocar de leve teu rosto.

Queria beijar tua boca.

Queria sentir bater forte o teu coração...

 

Ah! Que fértil imaginação.

 

Pensas tu em mim como penso em ti eu?

 

Ou o tic... tac... do relógio em teu pulso faz a diminuta lembrança que tens de mim ... assim como o tempo... passar? E pra bem longe me levar? Até, por fim, se apagar?

 

Como é que a gente chama essa chama que queima dentro de mim?

 

Ou nem se nomeia?

 

É só mais uma coisa doida que a vida preparou pra mais experiência me dar

na longa estrada da vida?

 

Uma experiência a ser experimentada e mais nada?

 

 

 

 

É amor? É desejo? É paixão?

 

Exatamente como esse sentimento indefinível nasce em nosso coração?

 

É uma palavra que o causa?

 

E o que tem a ver esse sentir com a razão?

 

Que coisa de doido é essa...

Uma troca de olhar... duas ou três palavrinhas

 

Mais nada tivemos... fora esses parcos momentos juntos.

 

E agora estou eu aqui sentindo uma ausência da tua presença... que na verdade nem sei como é.

 

Queria segurar entre as minhas as tuas mãos.

Queria tocar de leve teu rosto.

Queria beijar tua boca.

Queria sentir bater forte o teu coração...

 

Ah! Que fértil imaginação.

 

Pensas tu em mim como penso em ti eu?

 

Ou o tic... tac... do relógio em teu pulso faz a parca lembrança que tens de mim ... assim como o tempo passar? E pra bem longe me levar?

 

Como é que a gente chama essa chama que queima dentro de mim?

 

Ou nem se nomeia?

 

É só mais uma coisa doida que a vida preparou pra mais experiência me dar antes de minha vida chegar ao fim.

 

 

 

 


Interessante... a gente corre, corre... corre pra quê?

 

Corre atrás do vento.

Está sempre atrasado...

Busca por algo de um lado...

Não encontra...

Está sempre atrasado...

 

Ou correu pro lado errado?

Errado? Mas como? Se a gente corre atrás de algo que não faz a mínima ideia, nem a menor diferença... no fim.

 

Isso pra mim sempre foi assim.

Agora estou aqui.

Parada, estática...

Estou sendo prática?

Sei lá...

O que sei?

Sei é que me transformei...

Ou tu me transformaste.

 

Corre pra onde? Corre pra quê? Corre por quê?

 

"Acho que estás no lugar e na hora certos... encontrou meu abraço... porque nele é teu lugar", sussurraste pra mim... "Agora te acalma, eu sou a paz da tua alma... tens nada mais pra procurar... meu - que é todo teu - amor era o que tinhas de encontrar".

É, acho que é isso...vou curtir cada nascer do sol como se minha vida dependesse de ter consciência de cada arrebol...

 

O que está atrás da porta

Não importa...

 

O que está na escuridão

Não incomoda... nem razão, nem coração.

 

O que escondem as nuvens.

O que vem ao se virar a esquina.

O que deixa a onda que da praia volta pro mar...

 

Nada disso é coisa pra minha cabeça ocupar.

 

 

O teu silêncio.

O teu muito falar.

O teu olhar (des)interessado

se estou ou não ao seu lado.

 

Por que eu iria com isso me incomodar?

Te amo como nunca amei alguém nesta vida...

 

Mas já está escrito nosso momento da despedida.

 

I don't care! I don't care! I don't care!

 

 

 

 

Menino cigano

Dos olhos negros como o mais negro breu...

O que foi que te aconteceu?

Cadê o brilho dos teus negros olhos?

Cadê o riso escancarado?

Você foi para um... e eles foram para outro lado?

 

Os teus negros cabelos

Que qualquer vento fazia balançar

Como balança um barquinho no mar...

Perderam por que seu brilho e sua leveza?

Foram pra longe levados pela, da vida, forte correnteza?

 

Meu menino cigano...

A vida pra ti foi um erro, um engano?

Ah menino cigano, se não me engano, foi tua mão que um dia me apontou a certa direção... lembra?

 

Sei dos teus sonhos e ilusões...

Deixe-me agora... que contigo aprendi...

Deixe-me segurar tua mão...

Verás que lenta, mas constantemente, os ventos mudam a direção

 

 

 

 

 

No céu as estrelas a bruxulear.

A luz um brilho fraco se esforça pra também brilhar.

 

Um regato cristalino corre pro mar...

Nada fará ao seu destino não chegar.

 

Harmonia das cores escondida pela escuridão...

 

A noite de tudo escurecer não se importa não.

Baixa o véu.

Apaga a luz que durante o dia tudo clareou...

A noite só quer o que ao chegar apagou.

 

Sinto um olhar que do escuro me faz esquecer.

 

É uma nova esperança que parece estar a nascer...

O brilho do teu olhar...

Minha noite eterna em dia vai transformar.

 

Gratidão... bate forte meu coração.

 

 

Dia de chuva...

Estrada molhada...

Vento frio...

Sigo as curvas do rio.

 

Descalço meus pés

Sigo com fé

As pedras do caminho...

Não me ferirão os espinhos.

 

O vento me desequilibra

Meu corpo nem liga

A chuva um açoite

 

Termina o dia... começa a noite.

Não há estrelas no céu

O que me cobre é só um negro véu

Não posso parar

Continuo... lágrimas pelo meu rosto a rolar.

Chuva sagrada

A lavar mais uma alma desgraçada

 

Tremo de medo... ou é de frio?

Não importa...

A vida é torta...

 

Continuo até do fim encontrar a porta.

E fim... deste frio em mim...

 

Ou será o começo de um frio escuro eterno que jamais terá fim?

 

 

 

 

 

 

 

Silente mundo

 

Se há coisa que não dá pra a sério levar é o mundo.

Ele muda todo dia de tempo e lugar....

Mudo... não deixa de mandar... não deixa de se mudar.

Um pra lá... outro pra cá.

Quem nele vive é o compasso que tem de bailar.

E de nada adianta reclamar.

Fincar os pés no chão... se rebelar.

O mundo suas voltas vai continuar a dar...

 

O mundo está deveras imundo.

Ar poluído.

Rios conspurcados.

Caminhos profanados.

 

E a culpa? Quem dela é?

Do homem que tudo destrói.

E, da destruição, sempre algo constrói.

Polui, polui e polui...

E no mundo inteirinho é que mais dói.

 

O mundo tranquilamente a girar...

Se está todo mundo tonto...

O mundo não está nem aí...

Por que haveria de se importar?

 

É o mundo que manda.

O resto obedece.

Nasce... cresce... e um dia desaparece.

 

E o mundo continua a rodar.

Consciente de que o homem é que no fim as contas vai pagar.

 

 

terça-feira, 22 de julho de 2025

 

Há tanto sofrimento no morrimento da tarde.

A luz se apaga.

A escuridão de tudo toma conta ... sem levar em conta que sem luz tudo se estraga.

 

O céu se enegrece

Quando o dia escurece

e você lentamente na última curva da estrada desaparece.

 

Fecho meus olhos pra não ver meu coração de dor tanto doer.

Respiro baixinho pra não ouvir da minha alma o lamento.

Quero correr... correr pra bem longe do meu sofrimento... dessas coisas que não aguento...

 

Corro. Lá longe estou...

 

De nada correr adiantou...

O sofrimento agarrado em mim me acompanhou 🙄