Vidas de monges
Indecisamente
não me decido... não me defino... não delibero.
O que
pensar?
Adormecer,
não mais acordar.
Nos braços
de Orfeu, eternamente me deixar ficar.
Fechar os
olhos... cerrar a consciência... não ver o tempo passar.
O que
pensar deste mundo louco...
Está se
desfazendo pouco a pouco.
Estradas
desregradas... não sinalizadas.
Ruas sem
saída. Becos de escuridão.
Portões
fechados.
Casas com
muros altos totalmente cercadas.
Não sei o
que pensar.
Tenho
medo... um frio percorre minha espinha...
Quase me
desespero.
Nem sei
mais se está certo o que quero... meus sonhos almejo rapidamente deles me
esquecer.
Tenho
abrandado os meus quereres.
Pra
diminuir ao máximo o meu sofrer.
Tenho
sentido que não há mais muito sentido... na vida, nos sonhos, no acordar todo
dia e no adormecer quando o sol acabou seu trabalho fazer.
Esta vida!?
Por que se está a viver?
Afastamo-nos
bruscamente.
Apartamo-nos
completamente.
Nada de
abraços... nem apertos de mãos...
Trancamo-nos
em nós mesmos.
Construímos
redomas de vidro.
Camuflamo-nos
em lúgubres poesias.
Invejamos
as sombras que esbarram em nós sem nenhuma ostentação.
Ignoramos
as batidas aceleradas do nosso coração.
Sempre...
e apenas...
Um aceno
de longe.
Vivemos
vidas de monges.
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