terça-feira, 22 de julho de 2025

 

Do destino que eu queria

 

Recordo-me de quando meus olhos te viram pela primeira vez.

Lembro-me do frio na espinha que senti...

Lembro muito bem que tremi...

 

Era frio?

Um temor enorme se apossou de mim.

Um alarme soou dentro de mim.

Era o começo do que eu já antevia o fim.

Era o primeiro passo de um caminho que eu já antecipava o fim.

Hoje, ao lembrar, eu rio...

Pobre de mim... tststs

 

O que está escrito... está escrito!

O que cada um tem de passar... tem de passar.

Ninguém vai ocupar o lugar de ninguém.

Cada qual seu próprio andar vai passo a passo ter de dar.

 

Eu sabia disso... sabia.

 

Sabia que o que viria pela frente iria me machucar.

Chamem de premonição... de sexto sentido... de impressão...

Não importa como se denomina... o que senti tem todo sentido.

 

Mas...

Porém...

Entretanto...

Todavia...

Não se preocupe, sempre soube que o que é meu vai achar um jeito de até mim chegar...

O que não é pra ser... não virá...

Pode até aos meus olhos se apresentar...

Rondar o caminho que estou a rodar.

Meu coração roubar...

Trazer dor e aflição ao meu coração...

 

Mas logo outro caminho vai pegar.

 

Mas...

Porém...

Entretanto...

Todavia...

 

 

 

 

Eu juro:

Só queria que alguém me ensinasse a convencer o destino de acertar.

Só queria que o destino se compadecesse de mim...

Só queria um pouco de complacência...

Queria o destino se coadunasse com meu querer redondinho como se tudo fosse só e somente só ciência.

 

Mas...

 

No que concerne a mim... vive o destino a se enganar... a mil voltas dar... tudo meio sem noção... divertindo-se com meu coração.

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