quarta-feira, 23 de julho de 2025

 

Silente mundo

 

Se há coisa que não dá pra a sério levar é o mundo.

Ele muda todo dia de tempo e lugar....

Mudo... não deixa de mandar... não deixa de se mudar.

Um pra lá... outro pra cá.

Quem nele vive é o compasso que tem de bailar.

E de nada adianta reclamar.

Fincar os pés no chão... se rebelar.

O mundo suas voltas vai continuar a dar...

 

O mundo está deveras imundo.

Ar poluído.

Rios conspurcados.

Caminhos profanados.

 

E a culpa? Quem dela é?

Do homem que tudo destrói.

E, da destruição, sempre algo constrói.

Polui, polui e polui...

E no mundo inteirinho é que mais dói.

 

O mundo tranquilamente a girar...

Se está todo mundo tonto...

O mundo não está nem aí...

Por que haveria de se importar?

 

É o mundo que manda.

O resto obedece.

Nasce... cresce... e um dia desaparece.

 

E o mundo continua a rodar.

Consciente de que o homem é que no fim as contas vai pagar.

 

 

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