Cartas de amor
Verdade, Pessoa... “Todas
as cartas de amor são
ridículas”, é verdade sim...
São feito poemas bordados
em papel...
Suspiros capturados em palavras.
Que dependendo do olhar
significam nada.
“Não seriam cartas de amor”, sim Pessoa,
se não viessem envoltas em um certo
desatino, um brilho nos olhos, desvario...
um sorriso tímido.
Escrevi também, em tempos de paixão,
minhas confissões desenhadas em frases tortas – confesso aqui meus delírios...
Sonhos entrelaçados em tinta e emoção...
Eco de risos nas margens,
contrastando com o peso da saudade.
Ah, como são ridículas,
Essas cartas de amor!
Também, porém, são faróis que iluminam
os caminhos do nosso sentir, são provas de que emoções são passíveis de
existir.
Revelam ao mundo lembretes
suaves de que tudo vale a pena se há um toque de amor... mostram que no mundo
não há apenas dor... (embora, ele se faz presente quando acaba o amor).
Cartas de amor? Poesia pura...
a viver até quando a razão se esconde. Ridículas, sim... só, porém, quando o
amor nelas gravado chega ao fim.
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