quinta-feira, 13 de novembro de 2025

 

Solidão premente 

 

A solidão e o silêncio são a minha liberdade.

Não há em mim qualquer traço de falta de identidade.

Viajo na imensidão do meu universo...

 

Faço versos.

 

Na minha solidão sou fera selvagem.

Entro pra dentro de mim e fico sem encontrar ninguém durante horas.

A mim mesma em mil pedaços me desfaço...

Envolvo-me no casulo de minha alma.

 

Sim, pra isso é necessário coragem:

a linha do buraco negro transpasso.

 

Na decadência inata da solidão,

mais uma noite está a chegar.

Na imensidão da escuridão,

tento te encontrar.

 

O Sol vai se escondendo numa íngreme fenda no horizonte.

A primeira estrela… solitária e trêmula

bruxuleia preguiçosamente no céu que cinza se faz.

 

O que esta noite me traz?

 

 

 

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