Dias de chuva
Nos dias de chuva, as ruas choram,
rios de água gelada a deslizar...
O frio penetra, abraços que imploram,
cada gota é um lamento a ecoar.
Os guarda-chuvas dançam em sinfonia...
Veste-se de melancolia o coração,
desgosto e tristeza desenham uma sombria poesia...
E o riso se esconde em profunda solidão.
Caminhos encharcados, memórias perdidas...
Almas congeladas, sonhos a vagar...
No reflexo da água, vidas esquecidas,
um inverno eterno a nos atormentar.
Entre ecos de passos e o frio do ar,
sinto nada, apenas o peso a pesar...
Como se a chuva estivesse a me sussurrar:
‘Neste mundo frio, desolado.. molhado, tudo o que há é aprender a amar’.
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