Da solidão
Na decadência inata da solidão,
mais uma noite está a chegar.
Na imensidão da escuridão,
tento te encontrar.
O Sol vai se escondendo numa íngreme fenda no horizonte.
A primeira estrela… solitária e trêmula
bruxuleia preguiçosamente no céu que cinza se faz.
O que esta noite me traz?
Lembranças de meu coração sem vida batendo porque bater é sua
função... tem, por imposição dos deuses, de adiante seguir.
Amanhece... porque assim o Universo dita suas leis...
Anoitece... porque o Sol tem do outro lado do Planeta brilhar...
Se assim não o fizer, todo tipo de vida vai lentamente acabar.
É uma imposição... questionar? Totalmente fora de questão.
O aconchego de que se
precisa não há onde encontrar... momentos de abrigo...também não há.
Só se vê mesmo distâncias que custam a chegar.
Instantes vazios de sons... dores e sofrimentos a gritar!
Do dia em que você partiu até hoje… consegui.
Mas… agora é mais forte em mim… estou achando que não vou mais
conseguir.
Vai meu coração me trair? Haverá alguma lei que possa de simplesmente
parar me proibir?
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