Escondi-me de todos
Abriguei-me
em portos seguros,
onde as ondas sussurram segredos,
entre sombras amenas que dançam nas luzes,
navegando em mares de medos.
Escondi-me nos sopros de brisas suaves,
na bonança que abraça o pesar,
pra bem longe empurrei as tormentas e as chaves,
de corações que não souberam me amar.
Nas noites estreladas, contudo, sempre tropeço
em lembranças insistentes que insistem em voltar.
Encontro, desgraçadamente, entre os
silêncios, um terrível preço a pagar:
a saudade de quem não soube esperar.
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