quarta-feira, 24 de setembro de 2025

 

Escondi-me de todos

 

Abriguei-me em portos seguros,
onde as ondas sussurram segredos,
entre sombras amenas que dançam nas luzes,
navegando em mares de medos.

Escondi-me nos sopros de brisas suaves,
na bonança que abraça o pesar,
pra bem longe empurrei as tormentas e as chaves,
de corações que não souberam me amar.

Nas noites estreladas, contudo, sempre tropeço
em lembranças insistentes que insistem em voltar.
Encontro, desgraçadamente,  entre os silêncios, um terrível preço a pagar:
a saudade de quem não soube esperar.

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