Sombras
passadas
Sombras projetadas de um passado
em que a ausência caminhava ao meu lado.
Alameda ou redil de sombras que me espiavam enquanto
eu as espiava.
Continuava direta e discreta, um tanto desconfiada,
minhas presenças e minhas ausências eram as
continuações das minhas sequências.
Posso prosseguir com minhas sequências?
Sim...
Primeiras passadas de reticências,
Permaneceu minha sombra discreta, silenciosa e um
tanto aquietada.
A luz do lampião piscava quando eu passava.
Minha sombra imóvel só espiava...
Saudações indiferentes eram respostas dos
meus íntimos resmungos e eu, continuava a andar
e observava...
Procurava
adornos nas sombras
silhuetas daqueles galhos secos que dançavam ao
sabor do vento.
Uma canção de alento.
E eu seguia... e a sombra me perseguia.
E eu fazia de conta que nada via.
Sumi na escuridão de um beco sem saída.
Minha sombra sumiu... eu sabia...
Havia encontrado a saída.
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