Natureza
Tarde densa e parada.
Ventos alados ventando bem longe daqui...
Há luz por detrás das neblinas.
Abrem-se as cortinas.
Nenhuma réstia de sol rompe a frágil barreira...
Nenhuma luz nascente
Brilhará no poente.
Tarde densa e parada.
Prenúncio de chuvarada.
Amanhecia o dia preguiçosamente.
Uma suave brisa respirava...
Nos verdes montes as folhas das árvores se
agitavam mansamente.
Mais um dia acontecia.
Raios de sol timidamente espiavam o mundo lá fora,
por entre nuvens que passeavam garbosas e orgulhosas de seu ondular sereno.
“Como o mundo é pequeno”, pensavam elas...
A frescura do dia pouco durou.
As nuvens se dissiparam.
Os raios de sol, agora, todo o lugar ocuparam.
Cheios de si.
Cheios de luz.
Cheios de calor.
Embevecidos contemplavam as sombras que sua
luminosa alegria faziam ao passar por entre os ramos das frondosas árvores.
A obra.
A obra de arte materializada.
Obra que nenhuma mão humana jamais fará.
É a natureza... ou nada
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