sábado, 18 de outubro de 2025

 Natureza

 

Tarde densa e parada.

Ventos alados ventando bem longe daqui...

Há luz por detrás das neblinas.

Abrem-se as cortinas.

 

Nenhuma réstia de sol rompe a frágil barreira...

Nenhuma luz nascente

Brilhará no poente.

 

Tarde densa e parada.

Prenúncio de chuvarada.

 

Amanhecia o dia preguiçosamente.

Uma suave brisa respirava...

Nos verdes montes as folhas das árvores se agitavam mansamente.

 

Mais um dia acontecia.

 

Raios de sol timidamente espiavam o mundo lá fora, por entre nuvens que passeavam garbosas e orgulhosas de seu ondular sereno.

“Como o mundo é pequeno”, pensavam elas...

 

A frescura do dia pouco durou.

As nuvens se dissiparam.

Os raios de sol, agora, todo o lugar ocuparam.

 

Cheios de si.

Cheios de luz.

Cheios de calor.

 

Embevecidos contemplavam as sombras que sua luminosa alegria faziam ao passar por entre os ramos das frondosas árvores.

 

A obra.

 

A obra de arte materializada.

Obra que nenhuma mão humana jamais fará.

 

É a natureza... ou nada

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