Num descanso eterno
Descansa.
Refugia se entre os lençóis alvos e perfumados.
Cama macia.
Assim passa o dia.
O sol brilha lá fora.
Aqui dentro penumbra.
Mas se veem os contornos dos objetos.
Vida abjeta.
Não tem mais cores orgulhosas.
Não aprecia mais o perfume das rosas.
Não sorri. Nem chora.
Passa o dia assim: num descanso eterno...
Mantém-se inânime ao porvir.
Não se importa com o que há de vir.
E, se nada vier, também está tudo bem.
Fechou o coração pra vida.
Submissa espera o relógio tiquetaquetear o tempo.
Espera.
Espera uma longa espera...
O derradeiro momento.
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