sexta-feira, 17 de outubro de 2025

 

Solitárias manhãs de inverno

 

Na bruma das manhãs frias,
e solitárias, os sonhos adormecidos vagam...
Corações tristes e vazios,
entre sombras que se apagam.

Os poetas, sonhadores,
desenham com tinta de pranto
sentimentos ternos, suaves amores,
que o frio pra bem longe espantam.

Mas eis que a primavera,
com seu riso de flor e luz,
transforma o lamento em quimera,
e o coração com esperança seduz.

As manhãs invernais se vão...
A alegria volta a reinar...
e, na dança da vida, então,
o amor faz a alma cantar.

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