sábado, 18 de outubro de 2025

 

Sim, em mim, tudo vira poesia

Nestas estradas desertas,
onde o eco dos passos sempre a ressoar,
os sentimentos alheios se tornam miragens,
desertos de almas, ocultam-se verdades no ar.

Nos cais do porto da memória,
âncoras de saudade me prendem,
nuvens desenhadas na mente
pintam leveza em dias pesados.

Outono chega, com suas folhas amareladas,
na dança suave do vento,
esperança esconde-se nas esquinas,
roubando corações das ruas desertas.

Sim, em mim, tudo vira poesia:
cada passo, cada suspiro,
cada canto de pássaro solitário,
são verso que florescem – noite e dia.

E, assim, entre sombras e luz,
a vida se transforma em estrofes,
onde a solidão se torna companhia,
e o silêncio, uma eterna melodia. Cortejo a beleza – sabedoria da alma – o passar dos dias meu viver tece... somente o que se amálgama permanece.

 

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