sábado, 1 de novembro de 2025

 

Abismo

 

Escuridão.

Medo.

Amplidão.

Ninguém me avisou que depois do fundo do poço havia um abismo.

Tsunami, vendaval, sismo.

 

Tento no silêncio me refugiar.

Só ouço pessoas a gritar.

São gritos que me pedem pra parar.

 

Como faço?

Em pedaços me desfaço.

Lutar ou resistir.

De qualquer jeito continuarei a cair?

 

 

Resisto.

Luto.

Consigo, enfim.

As vozes começam a se calar.

O medo a de mim se desapegar.

Sou o que sou.

E gosto do que vejo…

do que sou.

 

Sim, vou continuar.

Da memória… não vou apagar

tudo o quanto caí.

Quero as lembranças todas.

No fim estarei inteira aqui.

 

 

 

 

 

 

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