sábado, 4 de outubro de 2025

 

À deriva

 

Em mares de incerteza, navego à deriva...
Meus medos são ondas que me fazem o tempo todo hesitar...
Inseguranças flutuam sob o céu cinzento...
e a desesperança sussurra em mio ao vento que está de um lado pro outro a me jogar.

A vida, um barco sem rumo certo,
se divide entre sonhos e fragmentos (ir)reais...
Cada lágrima, uma gota de sal,
a temperar a dor com ecos irremediavelmente desiguais.


 

Há luz nas sombras?

 Há pelo menos um vislumbre sutil?

Uma brisa morna sopra esperança,
e, mesmo à deriva, sigo meu caminhar, cada onda pra praia a me jogar... e num instante pro mar de incertezas novamente me arrastar..

Mas a busca é constante, a alma avança... nesse eterno balança... balança!



No horizonte, quem sabe, um porto seguro hei de encontrar
Onde o coração repouse, consiga, enfim, descansar.

 

 

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